Megaoperação no RS apreende recorde de 342 toneladas de sementes ilegais

Carga recorde de sementes ilegais avaliada em R$ 1,5 milhão é interceptada pela Polícia Civil na fronteira com o Uruguai; ação visa proteger a segurança fitossanitária e a economia do Rio Grande do Sul.

Em uma ofensiva histórica contra a pirataria no campo, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul efetuou a apreensão recorde de 342 toneladas de sementes ilegais de azevém no município de Dom Pedrito. A investida, realizada na região de fronteira com o Uruguai, identificou graves inconsistências documentais e operacionais em cargas avaliadas em mais de R$ 1,5 milhão, estabelecendo um novo marco no combate aos insumos sem procedência garantida no Estado.

Fiscalização atinge comércio de sementes ilegais na fronteira

A ação resultou não apenas no confisco do volume massivo de grãos, mas também na autuação imediata dos estabelecimentos pelos órgãos de fiscalização agropecuária. O foco da investigação agora se volta para a origem do material e o mapeamento da rede de distribuição dessas sementes ilegais, com a instauração de inquéritos policiais para apurar a profundidade das atividades ilícitas das empresas envolvidas.

Segundo a Polícia Civil gaúcha, a comercialização de insumos sem certificação configura um risco direto à economia estadual. De acordo com o delegado Guilherme Nunes, titular da Delegacia de Polícia Especializada de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrab) de Bagé (RS), o impacto vai além do prejuízo financeiro imediato. “O uso de insumos irregulares prejudica toda a cadeia produtiva, gera concorrência desleal e coloca em risco o patrimônio genético e econômico do agronegócio gaúcho”, alertou a autoridade.

Riscos biológicos das sementes ilegais para a lavoura

Para o setor produtivo, o maior perigo reside na segurança fitossanitária. O plantio de sementes que não passaram pelos crivos de certificação oficial pode introduzir pragas, doenças e ervas daninhas exóticas em solo gaúcho. Essas ameaças biológicas comprometem severamente a produtividade das safras e elevam de forma artificial o custo de produção para o agricultor que opera dentro da legalidade, exigindo gastos extras com defensivos agrícolas.

A repressão ao mercado informal é vista como uma medida de proteção ao patrimônio genético do Rio Grande do Sul. Ao retirar de circulação insumos sem rastreabilidade, as forças de segurança visam garantir que a tecnologia e o investimento do produtor rural não sejam desperdiçados por contaminações externas, preservando a competitividade internacional do agronegócio regional.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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