Mercado do angus cresceu 150% no Brasil

Mercado do angus cresceu 150% no Brasil

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Reprodução Instagram. Foto: @confinamento_fernanda

Das carnes nobres, a mais popular é a da raça Angus que, nos últimos seis anos, segundo a Associação Brasileira de Angus, teve um crescimento de 150% no Brasil, respondendo por mais da metade do sêmen de bovinos de corte vendido no País (51%).

Dono do açougue gourmet La Macelleria, Geraldo Horta se vangloria de ter trazido a carne Angus para Minas há 12 anos.

“Quando eu morava no Sul do País, comecei a entender a diferença entre as raças de boi e trouxe a Angus para meu consumo aqui no Estado. Depois, montei uma distribuidora de carnes com o certificado da raça e a gente pode dizer que a La Macelleria foi a primeira butique de carnes de Minas. O que muda em uma carne como a Angus é o marmoreio e a maciez. “

A procura por estas carnes mais nobres fez com que não só passássemos a atender tanto no atacado como no varejo, como montássemos um restaurante na casa”, conta. O açougue também trabalha com a opção de porcionado personalizado, que divide o produto em porções e embala a vácuo no momento da compra de acordo com o gosto do cliente.

Há 30 anos no mercado, a Casa de Carnes Aguiar vende cerca de 50 toneladas de carne por mês para consumidores finais e restaurantes da RMBH.

Mas segundo o sócio Guilherme Souza Ferreira, o maior comprador dos produtos é o consumidor final, provando que o cliente, de fato, quer ir pessoalmente fazer as suas escolhas para se certificar da qualidade e procedência do produto.

A expectativa de crescimento deste ano é 3%, retomando a demanda pelos cortes mais nobres da carne, após um início de 2017 com queda de 5% a 10% nas vendas por conta da operação “Carne Fraca”.

“No começo da operação as pessoas ficaram desconfiadas, mas isso já mudou. A demanda pelos produtos mostra que esse é um mercado em crescimento”, explica Ferreira.

Se o baque inicial da operação fez com que os consumidores chegassem a diminuir a compra e o consumo da carne bovina em 2017 (segundo um levantamento da consultora Dunnhumby, 59% de 530 brasileiros entrevistados diminuíram o consumo), os efeitos posteriores foram vantajosos para os pequenos açougues e atacadistas, que passaram a ser priorizados em detrimento dos produtos congelados e industrializados.

O fenômeno foi sentido pela produtora e comercializadora de carne bovina 100% sustentável Beef Passion, que notou um crescimento razoável em suas vendas após a operação. “É que o consumidor está, de fato, se perguntando sobre a origem dos alimentos que consome, como a carne, os vegetais. E a forma que nós adotamos na nossa cria, engorda e abate está passando mais confiança para o consumidor”, analisa um dos donos da empresa, Ricardo Sechis.

Wellington Nemeth - Fotografo
Sechis aponta que o consumidor atualmente questiona a origem dos alimentos que consome/Wellington Nemeth/Divulgação.

É que a Beef Passion adota um processo totalmente sustentável em sua produção, e foi a primeira no ramo a conquistar a certificação Rainforest Alliance, selo internacional que atesta a excelência socioambiental em toda a cadeia produtiva da marca, da gestão de florestas ao bem-estar animal, passando pelas condições de segurança e medicina dos trabalhadores à preservação das matas ciliares e nascentes e qualidade da água.

Até mesmo a ração dos animais, livre de compostos químicos, é produzida pela empresa. Com fazendas em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, a companhia também desenvolveu duas novas raças de boi – o Australian Passion e o Grand Passion -, por meio de cruzamentos genéticos, com combinações de Angus, Nelore e Wagyu.

Fonte: Diário do Comércio.

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