Lenda da PBR, Cool Whip marcou uma era com recordes de buck-offs, explosão rara na arena e um estilo imprevisível que virou pesadelo para os melhores peões do planeta
A montaria em touros sempre foi um esporte de extremos: oito segundos que parecem uma eternidade, onde cada salto pode definir uma carreira — e, em muitos casos, eternizar um animal como símbolo de força, genética e espetáculo. É nesse patamar que entra o nome de Cool Whip, considerado por muitos um dos touros mais dominantes e impactantes da história recente da Professional Bull Riders (PBR).
A morte de Cool Whip foi comunicada nas redes sociais pela própria PBR, que publicou uma homenagem comovente: “Estamos profundamente tristes em compartilhar o falecimento de Cool Whip. Uma verdadeira lenda, cujo impacto no esporte viverá para sempre.” A notícia mobilizou fãs, atletas e apaixonados pelo rodeio ao redor do mundo — e reacendeu a dimensão de quão raro é um animal conseguir atingir o status de “astro” dentro da maior liga de montaria em touros do planeta.
Mais do que um animal de competição, Cool Whip representava o que existe de mais “puro” no rodeio moderno: um touro capaz de virar protagonista, obrigando os melhores competidores da modalidade a se prepararem como se estivessem enfrentando um campeão mundial.
Quem foi Cool Whip, o “touro pesadelo” da PBR
O termo “Cool Whip bull” se refere ao próprio touro profissional conhecido pelo mesmo nome — uma verdadeira celebridade dentro da PBR. Seu destaque não veio apenas pelo temperamento agressivo na arena, mas principalmente por aquilo que mais importa para um touro de rodeio: entregar dificuldade real, consistência e explosão em cada saída do brete.
Entre os principais fatores que fizeram Cool Whip virar referência, estão:
- Força e atletismo fora da curva, com movimentos intensos e agressivos desde o primeiro salto
- Velocidade absurda nas ações, dificultando qualquer leitura do peão
- Giro repentino e imprevisível, alternando direção, intensidade e altura das arrancadas
- Um comportamento que fazia dele o tipo de animal que “não negocia”: era 8 segundos de guerra desde o início
Esse conjunto transformou Cool Whip em um nome temido e respeitado, sempre tratado como montaria de alto risco, capaz de derrubar atletas mesmo em fases decisivas.
Os números que transformaram Cool Whip em lenda
No rodeio, o que define a grandeza de um touro não é apenas o “hype”: é o que ele entrega na prática. E Cool Whip deixou números que comprovam seu domínio, como mostram dados de desempenho divulgados em registros esportivos da modalidade.
O touro acumulou:
- 76 outs (saídas/participações em eventos)
- 97% de buckoff (queda de peões)
- 55 de maior sequência de buckoffs registrada para ele
- Pontuação máxima de 46,25
- Presença em 69 eventos
Ou seja: Cool Whip derrubava quase todo mundo. E não era em situações pontuais — era como padrão, como identidade.
E isso, no universo da PBR, é o que separa um touro “bom” de um touro “histórico”.

Recorde de quedas seguidas e o fim de uma sequência impressionante
Entre os momentos mais marcantes da trajetória de Cool Whip está uma sequência que o colocou em outro nível: ele chegou a deter o recorde de mais buck-offs consecutivos na história da PBR, com 48 quedas seguidas.
Esse dado, por si só, já explica por que ele virou sinônimo de brutalidade dentro do esporte: não se trata apenas de “derrubar um ou outro” atleta… mas de fazer isso por dezenas de montarias consecutivas, independente do evento, do momento e do nome do peão.
A sequência, no entanto, terminou em um momento que também entrou para a história: em fevereiro de 2025, Sandro Batista conseguiu completar os 8 segundos, encerrando a série e “montando o intocável”. Foi o tipo de acontecimento que vira memória coletiva — porque, quando um touro domina por tanto tempo, cada montaria bem-sucedida se torna um capítulo à parte.
Mesmo com o fim da sequência, o recado já estava dado: Cool Whip não era apenas difícil — era estatisticamente implacável.
Um estilo imprevisível que virou marca registrada
No auge da carreira, qualquer saída de Cool Whip tinha o mesmo roteiro para o público: expectativa de espetáculo e tensão máxima para os competidores.
Seu estilo era descrito como um pacote de movimentos rápidos, explosivos e quebrados, com:
- arrancadas agressivas
- mudanças bruscas de direção
- giros rápidos
- combinações que tiravam o peão do centro em frações de segundo
Esse tipo de padrão é justamente o que torna um touro tão perigoso de montar: não há previsibilidade. E no rodeio, quando o peão não consegue “ler” o animal, a chance de sobreviver 8 segundos cai drasticamente.
Fora da arena, um atleta tratado como estrela
Apesar do comportamento brutal e dominante durante as montarias, Cool Whip era tratado fora da arena como um verdadeiro atleta de alto rendimento — algo cada vez mais comum no rodeio profissional moderno.
De acordo com informações associadas à sua rotina, ele recebia:
- acompanhamento veterinário constante
- cuidados específicos de manejo
- protocolos de bem-estar animal
- e até procedimentos de recuperação, como massagens e cuidados físicos especiais
Cool Whip vivia em um rancho ligado à sua contratante de gado, Staci Addison, citada como responsável pela estrutura e cuidados do animal.
Esse contraste é um dos aspectos que mais impressiona quem acompanha a PBR: o touro é uma máquina dentro do brete, mas um patrimônio vivo fora dele, com rotinas planejadas para performance, saúde e longevidade.
Cool Whip virou ícone: até produto oficial ele tinha
O nível de popularidade de Cool Whip chegou a um ponto raríssimo na montaria em touros: ele se tornou um “personagem” para fãs e colecionadores. O animal teve até produto oficial, como um touro de pelúcia do Cool Whip licenciado pela PBR, algo reservado a nomes que realmente ultrapassam o esporte e viram marca.
Isso mostra que ele não era importante apenas para os resultados — ele era parte do entretenimento, da cultura e da memória afetiva do público.
A morte de Cool Whip e o impacto para o rodeio mundial
A morte de um touro como Cool Whip não é apenas a despedida de um atleta animal: é o fim de um capítulo do esporte. Em uma modalidade onde os grandes peões viram lendas, os touros lendários também entram para o mesmo hall de respeito.
Cool Whip deixa um legado que vai além de números e vitórias indiretas:
- ele redefiniu o que era “dificuldade” em montaria
- virou referência de dominância e constância
- elevou a exigência técnica dos competidores
- e se tornou um símbolo do rodeio moderno em sua fase mais global
Ao longo dos anos, a PBR transformou a montaria em um produto esportivo de alcance internacional, e Cool Whip foi exatamente o tipo de estrela que fortalece esse crescimento: um touro que o mundo queria ver — justamente porque era quase impossível de parar.
Vídeo: a força bruta de Cool Whip em ação
O legado de Cool Whip também fica registrado nos vídeos que circulam nas redes: saídas violentas, giros rápidos e quedas que deixavam claro por que ele era considerado um dos mais temidos do planeta.
Para muitos fãs, assistir a Cool Whip não era apenas ver uma montaria — era assistir um “evento” acontecer.
Cool Whip (2018–2026): Um nome que marcou o rodeio mundial e que será lembrado como sinônimo de força, explosão e domínio.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.
