O retorno de Lula ao poder estimula invasões de propriedades rurais, e país revive o pesadelo no campo – que virou um grande negócio; MST convoca apoiadores para movimento com incentivo às invasões de propriedades, mesmo que produtivas.
Após falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre invasões de terras, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) convocou um movimento intitulado “Reforma Agrária Popular”. A iniciativa logo após a fala do presidente em live nesta semana, contém mensagens de incentivo às ocupações populares, invasões de terras e fazendas que sejam produtivas, como tem sido feito desde o início do ano.
O coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Paulo Rodrigues, afirmou que o grupo sempre defenderá o governo do presidente Lula, mas que movimento não é “correia de transmissão” da gestão do petista e que não aceita “nenhum tipo de coleira ou focinheira” sobre a organização.
Nas redes sociais, o MST convocou seus apoiadores em defesa de seu trabalho no campo. O movimento compartilhou uma lista de 53 mensagens que podem ser publicadas a partir de 13h30. Nesses textos, volta a defender as invasões.
Vale lembrar que não é a primeira convocação do movimento. No início do ano, o líder MST e braço direito de Lula, João Pedro Stédile, anunciou uma série de invasões do grupo. “Nosso movimento fará muitas manifestações em defesa da reforma agrária”, disse, em um vídeo no Twitter.
“Haverá mobilizações em todos os Estados: marchas, vigílias, ocupações de terras e as mil e uma formas de pressionar para que a lei e a Constituição sejam aplicadas, e que latifúndios improdutivos sejam desapropriados e entregues a famílias acampadas.”
“Ocupar a terra é defender a natureza porque o MST tem um projeto: reforma agrária popular”.
Invasões de terra aumentam 143% no governo Lula
Nos primeiros quatro meses do governo Lula, o Brasil foi palco de 56 invasões realizadas por movimentos de sem-terra, de acordo com o relatório do Observatório da Oposição, com dados da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA). Esse número representa um aumento de 143% em relação ao mesmo período de 2022.

A quantidade de invasões deste ano também se aproxima do total de investidas registradas durante toda a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre 2019 e 2022, o Brasil contabilizou 62 invasões de terra.
É importante mencionar que o Brasil teve o maior número de invasões registrado em 2004, durante o primeiro mandato de Lula. A quantidade de ações desse tipo permaneceu elevada ao longo dos dois governos petistas.
O que o MST quer: o movimento reivindica terra para morar e produzir alimentos. Para isso, exige um Plano Nacional de Reforma Agrária, com previsão de quantas famílias serão assentadas nos próximos 4 anos;
CPI do MST atesta “modus operandi” do grupo
Parlamentares da comissão visitaram propriedades invadidas pelos movimentos no oeste paulista — Presidente Prudente, Rosana e Sandovalina. Os deputados filmaram as condições degradantes dos acampamentos, entrevistaram pessoas que confirmaram terem sido enganadas com promessa de terras e encontraram barracões para doutrinação ideológica. O material consta de um documento assinado pelo relator, Ricardo Salles (PL-SP), obtido por Oeste.

O relatório da visita, acompanhada pela Polícia Civil paulista, afirma que há um “modus operandi para invadir e estruturar” as terras em curto espaço de tempo, apesar das distâncias. São elementos claros que atestam o uso de pessoas em condições de extrema pobreza como massa de manobra política.
“Foi observada a condição degradante dos invasores em termos de direitos humanos, possivelmente em condição muito pior do que aquelas em que são encontrados trabalhadores em situação análoga à de escravidão”, diz o texto.
Num dos depoimentos, uma produtora de milho afirmou que o grupo de José Rainha exigia R$ 2 milhões. Há relatos de retenção de máquinas pelo “resgate”, que varia de R$ 25 mil a R$ 50 mil.
Em visita à Fazenda Santa Mônica, em Rosana, os deputados encontraram um depósito de máquinas transformado em centro de doutrinação comunista, com inscrições nas paredes, bandeiras e imagens de Che Guevara e Karl Marx.
JBS e Grupo Viva criam maior processadora de couro do mundo, com capacidade para 20 milhões de peças por ano
JBS e Grupo Viva fecham acordo para criar a JBS Viva, empresa com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano.
Agrodefesa antecipa início da semeadura da soja em Goiás para 20 de setembro
Medida excepcional vale para a safra 2026/2027 e mantém 2 de janeiro como data final do calendário.
Continue Reading Agrodefesa antecipa início da semeadura da soja em Goiás para 20 de setembro
Chuva triplica a média de setembro e Cantareira sobe 6 pontos em apenas 15 dias; situação ainda exige atenção
Cantareira recebeu 253,1 mm em 15 dias, mais de três vezes a média de setembro, e armazenamento saltou de 33,1% para 39,1%; recuperação ainda exige cautela.
BTG Pactual lança maior fundo de investimento da história voltado ao agronegócio brasileiro
Com oferta inicial de R$ 10 bilhões, MegaFiagro supera sozinho todos os demais fundos do setor anunciados em 2026; cotas prometem retorno de até 97% do CDI
Negociação do algodão perde ritmo no spot
A perda de força dos primeiros contratos negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) também desestimulou as transações.
ACNB abre inscrições para a 55ª Expoinel, em outubro, em Uberaba
Mais importante exposição da raça Nelore será realizada de 8 a 18 de outubro com Nelore, Nelore Mocho e Pelagens. Primeiro lote de inscrições está aberto até 30 de setembro
Continue Reading ACNB abre inscrições para a 55ª Expoinel, em outubro, em Uberaba





