Mulher morre após mordida de filhote de cachorro

Mulher morre após mordida de filhote de cachorro

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Sharon Larson faleceu após bactéria entrar em seu organismo pela mordida do cão (Foto: Reprodução/WTMJ-TV)

Caso ocorreu nos Estados Unidos; ferimento permitiu entrada de bactérias que provocam infecção no organismo dos seres humanos

Uma mulher adulta morreu nos Estados Unidos após ter sido mordida por um filhote de cachorro. O animal transmitiu uma bactéria que causou infecção para o organismo da dona. O caso aconteceu no estado de Winsconsin.

Sharon Larson havia acabado de adotar o pequeno animal quando recebeu uma pequena mordida, que causou um corte, noticiou a rede norte-americana WTMJ-TV. A região do ferimento não foi informada. Após sofrer com sintomas parecidos com o da gripe, ela foi levada às pressas para um hospital local. Larson chegou a tomar antibióticos, mas não resistiu e morreu dos dias depois do incidente.

Segundo o portal IFL Science, a situação é parecida com o de um homem que morreu após ser lambido por um cão. O que pode ter acontecido é que ambos pacientes sofreram de sepse, uma complicação extremamente perigosa relacionada ao envenenamento do sangue por infiltração bacteriana. Se não for tratada rapidamente, a enfermidade pode levar à falência múltipla de órgãos e até à óbito.

Foram encontradas duas bactérias no organismo de Larson do gênero Capnocytophaga, provalvemte da espécie canimorsus. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, essas bactérias são geralmente encontradas na boca de gatos, cachorros e seres humanos.

Elas podem causar infecções perigosas em as condições “certas”: se o paciente tem um sistema imunológico comprometido, se consome álcool excessivamente, se não tem um baço, se tem câncer ou HIV, por exemplo.

As bactérias Capnocytophaga podem ser encontradas em 57% dos gatos e em 74% dos cães.

Elas podem se espalhar para as pessoas por meio de lambidas e mordidas.

A sepse pode causar infecções oculares, gengivite e infecções do trato respiratório. E se as bactérias entrarem na corrente sanguínea, é possível acontecer envenenamento do sangue, inflamação do revestimento do coração ou concentração de pus em vários tecidos do corpo.

O CDC informou que essas complicações são raras, então não precisa deixar de abraçar ou chegar perto de seu bichinho de estimação. Quem estiver em risco de ter a infecção deve procurar um médico o mais rápido possível para lidar com a situação.

POR REDAÇÃO GALILEU

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