O levantamento, que nesse ano completa 10 anos, acumulou durante este período mais de 11,7 milhões de cabeças, 110 mil lotes e 300 participantes ativos.
A edição de 2026 do Benchmarking Confinamento Probeef, realizado pela Cargill Nutrição e Saúde Animal, analisou 2,7 milhões de animais, superando o ciclo anterior (2,3 milhões) e representando aproximadamente 27% do mercado nacional de confinamento.
O levantamento, que nesse ano completa 10 anos, acumulou durante este período mais de 11,7 milhões de cabeças, 110 mil lotes e 300 participantes ativos no Brasil, Bolívia e Paraguai, com rebanhos concentrados no Centro-Oeste e Sudeste brasileiros.
“O confinamento brasileiro passou por uma transformação profunda na última década. Migramos de um modelo baseado em experiência prática para um sistema orientado por ciência, dados e tecnologia. E o Benchmarking Probeef captura e compartilha essa evolução”, afirma, em nota, Felipe Bortolotto, gerente de Tecnologia para Gado de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.
A edição de 2026 (com base de dados de 2025) abrangeu desde confinamentos com 1.000 cabeças até operações com mais de 90.000 animais, informa a empresa.
“Do total avaliado, 89,75% são machos, com peso médio de entrada de 377 quilos e permanência média no cocho de 112 dias. As raças predominantes seguem sendo Nelore e cruzamento industrial, com destaque para o F1 Angus”, relata a Cargill.
Entre os principais avanços identificados pelo estudo:
- Gestão de dados: 95% dos confinamentos utilizam software de gestão operacional. Entre os mais eficientes, o índice chega a 100%;
- Produtividade por colaborador: cresceu 25% em cinco anos, passando de 425 animais por funcionário em 2021 para 529 em 2025;
- Infraestrutura de bem-estar animal: 55% dos confinamentos contam com irrigação nos currais e 54% dos TOP 10 usam automação de trato para controlar/gerir dados;
- Dietas de alta densidade energética: 25% das operações já adotam a Dieta Fast, estratégia nutricional sem volumoso.
Nos confinamentos mais eficientes (Top 10%), destaca a empresa, a combinação estruturada é determinante: o espaçamento em m² por animal é 15% maior, e 77,3% utilizam 21 dias de adaptação, e 50% incorporam leitura noturna de cocho.
“Como resultado, esses sistemas apresentam eficiência biológica 8% melhor do que à média geral, economizando 11,66 kg de matéria seca por arroba produzida, que com os valores de arroba e dietas atuais, seria uma economia ao redor de R$ 120,00 por cabeça”, calcula o estudo da Cargill.
Fonte: Ascom Cargill Nutrição e Saúde Animal
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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