Fenômeno meteorológico ganha força, derruba temperaturas e coloca pelo menos 3 estados sob alerta máximo para tempestades e fortes rajadas de vento nas próximas horas
A formação de um novo ciclone extratropical na costa da região Sul, somada ao avanço rápido de uma frente fria, deve mudar drasticamente as condições climáticas em grande parte do território brasileiro entre quinta-feira (11) e sexta-feira (12). O fenômeno é decorrente do aprofundamento de uma área de baixa pressão atmosférica localizada entre o Paraguai e o Sul do Brasil.
Segundo dados de monitoramento meteorológico divulgados pelo Climatempo, o sistema instabiliza o tempo e favorece a ocorrência de chuva forte, temporais isolados, ventania e acumulados de água elevados, impactando diretamente o planejamento das atividades de campo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Como o novo ciclone afeta o clima e os acumulados na Região Sul
Os três estados da região Sul sentirão os impactos do sistema de forma imediata. Na quinta-feira, o tempo instável ganha força com chuvas frequentes. Os maiores volumes acumulados estão previstos para o oeste e norte do Paraná, além do oeste de Santa Catarina, áreas que enfrentam alto risco de temporais com trovoadas e fortes rajadas de vento.
Na sexta-feira, com o novo ciclone já posicionado sobre o Oceano Atlântico Sul, o estado paranaense continua sob alerta de volumes expressivos de precipitação, o que exige atenção redobrada dos agricultores em relação ao manejo do solo e tratamentos fitossanitários. Enquanto a instabilidade perde força na metade sul do Rio Grande do Sul, o norte gaúcho e a faixa litorânea continuam sob condições de chuva.
Sudeste e Centro-Oeste em alerta com o avanço do novo ciclone
A região Sudeste terá em São Paulo o cenário meteorológico mais severo. Já nesta quinta-feira, o território paulista registra forte cobertura de nuvens, chuva moderada a forte e risco de temporais isolados, principalmente no sudoeste do estado e na região metropolitana da capital. Na sexta-feira, a frente fria avança e espalha a estabilidade para o Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo. Paralelamente, a retaguarda do sistema traz uma massa de ar frio que derruba as temperaturas, exigindo atenção com a atividade pecuária.
No Centro-Oeste, a combinação da baixa pressão com o transporte de umidade da Região Amazônica gera temporais no Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira, com avanço das instabilidades para o sul de Goiás e de Mato Grosso. Na sexta-feira, o cenário de chuvas intensas e acumulados elevados persiste em solo sul-mato-grossense, enquanto as demais áreas da região começam a registrar tempo firme.
Dinâmica climática nas regiões Norte e Nordeste
Diferente do cenário influenciado pelo sistema extratropical, o Nordeste mantém a concentração de chuvas na faixa litorânea. Entre Sergipe e o Rio Grande do Norte, são esperados os maiores volumes de água. Na costa norte — englobando Maranhão, Piauí e Ceará —, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) garante a manutenção das instabilidades, enquanto o interior nordestino segue com predomínio de tempo seco, forte calor e baixa umidade relativa do ar.
Na Região Norte, o padrão de altas temperaturas e forte umidade continua a alimentar pancadas de chuva típicas da estação. Os volumes mais expressivos se concentram entre Roraima, Amapá, norte do Amazonas e norte do Pará. Por outro lado, estados como Tocantins, Rondônia e o sul paraense experimentam tempo firme, com predomínio de sol e abertura de janela climática favorável para os trabalhos mecanizados no campo.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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