A produção está estimada em 138,4 milhões de toneladas, uma queda de 1,9% em relação à safra anterior e de 0,3% em relação à estimativa de janeiro.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, em 12 de fevereiro, seu quinto levantamento da safra 2025/26, trazendo alguns ajustes para o milho.
A produção está estimada em 138,4 milhões de toneladas, uma queda de 1,9% em relação à safra anterior e de 0,3% em relação à estimativa de janeiro. Essa retração está relacionada ao elevado nível de produtividade registrado na safra anterior, beneficiada por condições climáticas particularmente favoráveis.
Quanto ao consumo interno, a companhia estima que seja de 94,6 milhões de toneladas, aumento de 4,4% em comparação com a safra anterior, impulsionado pela maior demanda da indústria de etanol.
Em relação à exportação, para a safra 2025/26, a perspectiva é de que 46,5 milhões de toneladas sejam embarcadas, sem alteração frente à estimativa de janeiro, mas com crescimento de 11,7% em relação à safra passada.
Com isso, o estoque de passagem, deverá ser de 11,8 milhões de toneladas, uma redução de 7,3% em relação ao ciclo anterior.
Veja o compilado das informações na tabela 1.
Tabela 1.
Balanço de oferta e demanda brasileira, em mil toneladas. Safra Estoque Inicial Produção Importação Suprimento Consumo Exportação Estoque Final 2019/20 13.186,60 102.586,40 1.453,40 117.226,40 67.021,40 34.892,90 15.312,10 2020/21 15.312,10 87.096,80 3.090,70 105.499,60 71.168,60 20.815,70 13.515,30 2021/22 13.515,30 113.130,40 2.615,10 129.260,80 74.534,60 46.630,30 8.095,90 2022/23 8.095,90 131.892,60 1.313,20 141.301,70 79.466,00 54.634,40 7.201,30 2023/24 7.201,30 115.534,60 1.644,70 124.380,60 83.997,70 38.500,90 1.882,00 2024/25 1.882,00 141.157,60 1.845,80 144.885,40 90.564,80 41.631,50 12.689,10 2025/26 (jan) 12.562,30 138.867,10 1.700,00 153.129,40 94.602,90 46.500,00 12.026,50 2025/26* (fev) 12.689,10 138.448,20 1.700,00 152.837,30 94.576,00 46.500,00 11.761,30
Fonte: Conab / Elaborado por Scot Consultoria
Com a colheita da primeira safra ainda em estágio inicial, uma oferta mais robusta deverá chegar ao mercado somente em meados de março e, a partir daí, a cotação poderá perder força.
Nesse período, o potencial produtivo do milho de segunda safra estará desenhado, e mais conclusões poderão ser tiradas.
Enquanto isso, ainda entendemos que, no curto prazo, a cotação deve trabalhar em estabilidade a até possíveis altas.
Fonte: Scot Consultoria
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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