Reconhecida pelo Guinness World Records, Gertie superou a antiga recordista Pearl e chamou atenção do mundo ao atingir 15 anos de idade — uma marca extremamente rara para galinhas domésticas.
Uma galinha norte-americana chamada Gertie entrou oficialmente para a história ao conquistar o título de galinha viva mais velha do mundo, segundo o Guinness World Records. A ave, da raça Golden Sebright, alcançou impressionantes 15 anos e 100 dias de vida, marca registrada oficialmente em Portland, no estado do Maine, nos Estados Unidos, em novembro de 2025.
O feito chama atenção porque a expectativa de vida média das galinhas domésticas costuma variar entre 3 e 10 anos, dependendo da genética, manejo e condições de criação.
Com penas marrons e pretas salpicadas, porte pequeno e comportamento extremamente dócil, Gertie conquistou admiradores ao redor do mundo e superou a antiga recordista, Pearl, uma galinha do Texas que viveu 14 anos e 69 dias.
Gertie pertence ao artista norte-americano Frank Turek, que a criou desde pintinha. Ela chegou à casa de Frank em julho de 2010, junto com outros filhotes enviados por um serviço de entrega especializado em aves.
Segundo o tutor, desde cedo a pequena galinha chamava atenção por sua aparência e personalidade.
“Ela sempre foi a mais fotogênica”, contou Frank ao Guinness.
Mesmo sendo menor que muitas aves do galinheiro, Gertie acabou se tornando uma espécie de “matriarca” do bando ao longo dos anos.

Entre os episódios curiosos da vida de Gertie, Frank relembra que houve um período em que ela começou a cantar como um galo durante as manhãs, comportamento raro, mas possível em bandos compostos apenas por fêmeas.
Ele também afirma que os ovos produzidos pela galinha mais velha do mundo tinham sabor diferenciado.
“Eram ovos menores, mas com um sabor mais rico”, relatou.
Com o passar dos anos, Gertie começou a apresentar sinais típicos do envelhecimento. Em 2024, Frank percebeu que ela já tinha dificuldades para subir no poleiro e caminhar pelo galinheiro.
Pouco tempo depois, a ave ficou praticamente cega.
Hoje, Gertie vive dentro de casa em um espaço adaptado especialmente para ela. A galinha costuma passar boa parte do tempo descansando ao lado de Maisie, uma cadela da raça Dogue Alemão que também pertence à família.

Segundo Frank, a ave gosta da presença humana e até responde ao próprio nome com pequenos sons.
Embora não exista uma fórmula exata, especialistas apontam alguns fatores que podem contribuir para a longevidade excepcional de aves domésticas:
- alimentação equilibrada;
- baixo nível de estresse;
- ambiente protegido;
- menor exposição a predadores;
- genética favorável;
- cuidados veterinários;
- convivência social adequada.
Além disso, aves criadas como animais de companhia normalmente vivem mais do que galinhas submetidas exclusivamente à produção intensiva.
No caso de Gertie, a combinação entre cuidados constantes, ambiente protegido e forte vínculo com humanos provavelmente ajudou a prolongar sua vida muito além do esperado.
Antes de Gertie, outras galinhas também ficaram conhecidas pela longevidade incomum. Entre elas estão Pearl, do Texas, e Peanut, uma galinha anã de Michigan que teria vivido mais de 20 anos.
Especialistas afirmam que fatores como alimentação adequada, ambiente protegido, baixo estresse e cuidados constantes podem ajudar algumas aves a viverem muito além da média.
No caso de Gertie, a combinação entre cuidado doméstico e convivência próxima com humanos parece ter sido decisiva para alcançar o novo recorde mundial.
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