Novos incidentes perto do Estreito de Ormuz elevam a tensão e os custos do conflito, enquanto Donald Trump e Xi Jinping buscam consenso em Pequim sobre a abertura da rota.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiu a guerra contra o Irã com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, nesta quinta-feira, enquanto novos ataques a embarcações perto do Estreito de Ormuz lembraram os custos de um impasse prolongado, com negociações de paz paralisadas.
Após a reunião de Trump e Xi, uma autoridade da Casa Branca disse que os líderes concordaram que o estreito deve ser aberto e que o Irã nunca deve obter armas nucleares. A China é próxima do Irã e o principal comprador de seu petróleo.
Em uma entrevista à CNBC em Pequim, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou acreditar que a China ‘fará o que puder’ para ajudar a abrir o estreito, o que, segundo ele, é ‘muito do interesse deles’.
Mas a diplomacia para acabar com a guerra está suspensa desde a semana passada, quando Irã e Estados Unidos rejeitaram as últimas propostas um do outro, mantendo as exigências iniciais que cada um considera como ‘linhas vermelhas’.
O Irã fechou em grande parte o Estreito de Ormuz para outros navios além dos seus desde que Estados Unidos e Israel lançaram sua campanha de bombardeio há dois meses e meio, causando a maior interrupção já ocorrida no fornecimento global de energia. Os EUA interromperam o bombardeio no mês passado, mas acrescentaram um bloqueio aos portos do Irã.
No incidente mais recente na rota comercial, a Índia disse que um de seus navios foi atacado na costa de Omã. Ela não forneceu imediatamente mais detalhes, mas informou que toda a tripulação estava segura.
Separadamente, a agência de segurança marítima britânica UKMTO informou na quinta-feira que ‘pessoas não autorizadas’ haviam embarcado em um navio ancorado na costa do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e o estavam conduzindo em direção ao Irã.
A segurança nessa área é particularmente sensível, pois Fujairah é o único porto petrolífero dos Emirados Árabes Unidos no outro lado do estreito, permitindo que algumas exportações cheguem aos mercados sem passar por ele. O Irã incluiu essa parte do litoral em um mapa ampliado que divulgou na semana passada sobre as águas que afirma estarem sob seu controle.
O Irã tem permitido a passagem de navios ocasionais pelo estreito por meio de acordos especiais. O Irã permitiu a passagem de um navio-tanque japonês na quarta-feira. Sua agência de notícias Fars informou na quinta-feira um acordo para permitir a passagem de alguns navios chineses.
O porta-voz do Judiciário do Irã, Asghar Jahangir, disse na quinta-feira que a apreensão de ‘navios-tanque dos EUA’ que violavam as normas iranianas estava sendo realizada de acordo com as leis nacionais e internacionais.
Fonte: Reuters
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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