O incômodo que custa ouro: conheça seus direitos no crédito rural!

Produtor, o desconhecimento dos direitos no financiamento rural pode custar caro e comprometer o futuro da propriedade. Especialistas alertam: Hora de encarar a burocracia para proteger seu patrimônio

No cenário desafiador do agronegócio, notícias sobre crise no campo, alongamento de dívidas, recuperação judicial e a volatilidade dos preços de commodities frequentemente geram um desconforto generalizado. É natural que o produtor rural, focado na lida diária e nos desafios da lavoura, prefira se afastar de termos jurídicos e financeiro-burocráticos. Contudo, esse “incômodo” pode estar drenando silenciosamente sua rentabilidade e ameaçando a sustentabilidade do seu negócio.

Pense por um instante: quantas vezes você sentou à mesa com seu gerente bancário, aceitando as condições impostas, sem questionar juros, prazos ou garantias? Quantas vezes a falta de conhecimento técnico sobre seus direitos resultou em pagamentos de juros excessivos ou na vinculação da sua propriedade rural como garantia em condições desfavoráveis? O custo do desconhecimento é, muitas vezes, imensurável e se traduz em perdas financeiras que poderiam ser evitadas. A premissa de que “o banco sabe o que é melhor” para você, sem que você saiba o que é melhor para si, é um erro caro.

A força do Manual de Crédito Rural

É um fato inegável que a agricultura brasileira é intrinsecamente dependente do crédito subsidiado para prosperar. Anualmente, com o vencimento das parcelas dos financiamentos, geralmente em março, abril e maio, logo após a colheita, o produtor se vê diante da necessidade de honrar seus compromissos. E, em cenários como a previsão de queda do preço da soja para patamares desfavoráveis, a margem de lucro se aperta a ponto de sufocar. Nessas horas, a pressão para vender a produção a qualquer preço é enorme, mesmo que isso signifique prejuízo.

No entanto, há uma informação vital que muitos produtores desconhecem e que, se aplicada, poderia mudar completamente esse cenário: o Manual de Crédito Rural (MCR). Este documento, que rege as operações de crédito rural no Brasil, contém cláusulas que protegem o produtor em momentos de adversidade

Um exemplo claro é a garantia de que, em situações de queda acentuada nos preços de mercado ou frustração de safra, o banco é obrigado a conceder um prazo de espera. Isso significa que você não precisa se desfazer de sua produção por um preço irrisório. O MCR permite que o produtor aguarde alguns meses, buscando uma recuperação dos preços, para então comercializar sua soja (ou outra cultura) a valores mais justos, melhorando significativamente sua margem de lucro e sua capacidade de pagamento.

Sem contar ainda que o próprio MCR prevê a possibilidade de alongar todo o seu endividamento de acordo com sua nova capacidade de pagamento

Da lavoura ao fórum: o campo como empresa

“Muitos produtores, por uma questão cultural ou por falta de informação, acabam aceitando as condições impostas pelos bancos sem questionar. O que eles não sabem é que o Manual de Crédito Rural, por exemplo, é uma ferramenta poderosa de proteção ao produtor”, explica Carlos Henrique Rodrigues Pinto, advogado especialista em direito agrário e sócio da CH ADVOGADOS DO AGRO. “É preciso encarar a fazenda como uma empresa, que necessita de assessoria técnica, contábil e, inegavelmente, jurídica. Esse ‘incômodo’ que muitos sentem ao falar de burocracia pode ser a diferença entre a falência e a sustentabilidade do negócio.”

Essa visão, que integra a gestão jurídica à rotina da propriedade, é a marca do produtor moderno. O mercado atual não é mais para amadores. É de quem pensa a agricultura como uma empresa robusta, que além da assessoria técnica no campo, investe em assessoria jurídica especializada.

Não fuja da dívida. Enfrente-a com conhecimento!

Se você vislumbra dificuldades financeiras no futuro, ou já as enfrenta, a pior decisão é adiar a busca por soluções ou, pior, ignorar o problema. A assessoria de um advogado especialista no agronegócio pode ser o divisor de águas. Ele pode auxiliar na revisão de contratos, identificando cláusulas abusivas ou oportunidades de renegociação que você desconhecia. Além disso, a lei oferece ferramentas poderosas, como a possibilidade de alongar todos os seus contratos em até 20 anos, e até mesmo conseguir uma carência mínima necessária, se for o caso.

O que se torna impagável sob a ótica do desconhecimento, pode se tornar gerenciável e sustentável com a aplicação da lei. Não se trata de buscar subterfúgios para não pagar, mas de exercer seus direitos para pagar de forma justa e sem comprometer o futuro de sua família e de seu legado no campo.

O futuro está em suas mãos (e nos seus direitos)

A época de deixar dinheiro na mesa por preferir não “mexer” com assuntos delicados acabou. O produtor que entende seus direitos e busca apoio profissional qualificado transforma o incômodo em empoderamento. Não permita que o desconhecimento seja o fator que limita seu crescimento ou coloca em risco seu patrimônio. Encare sua dívida de cabeça erguida, mas com a inteligência e o respaldo jurídico que só a informação pode proporcionar. O futuro do seu agronegócio depende dessa mudança de postura.

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