Com apoio do Senar, Fazenda Duas Barras alia ciência e gestão para alcançar 63% de prenhez e impulsionar o melhoramento genético no Maranhão
Peritoró (MA) – “Produzir não é mais suficiente; é preciso saber o que e como produzir”. Essa frase resume a virada de chave na pecuária maranhense. Na Fazenda Duas Barras, em Peritoró, a tradição deu lugar à ciência: o rebanho passou a ser avaliado por critérios técnicos e os resultados mostraram que nem todo gado é igual.
Com o acompanhamento do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, o produtor Ricardo Alencar ajustou pastagens, melhorou a nutrição e organizou a gestão. O supervisor Francisco Júnior explica que a propriedade já tinha excelência no manejo e passou a trabalhar com venda de genética – “um salto que melhora toda a região”, diz ele. Para o supervisor, o diferencial foi ter “o gerencial na ponta do lápis”, como ressalta o veterinário e técnico de campo que atende a propriedade, Anderson Reis.
A Fazenda Duas Barras é assistida pelo Senar, com o apoio do Sindicato Rural local há cerca de cinco anos, com foco na gestão do negócio de ciclo completo de pecuária – cria, recria e engorda

A evolução vem sendo construída há anos, com etapas bem definidas. A propriedade hoje participa do Programa de Melhoramento Genético, no qual os animais são avaliados em fases. Na última segunda-feira (27), um lote de fêmeas formado por 173 animais foi pesado, selecionado e analisado na etapa de sobreano, com cerca de 63% de prenhez, . Apenas as fêmeas com melhor índice avançam para a próxima fase. Já os machos passaram pela última avaliação e alguns foram certificados e ferrados, recebendo a marca que garante a qualidade genética do rebanho.

Quem acompanha o processo destaca a mudança de mentalidade. “O Senar educa o produtor”, afirma Severino Moura, presidente do Sindicato Rural de Peritoró. Para o gerente da Fazenda Duas Barras, Geraldo Pereira Nunes, o impacto é visível: prenhez de 63 % nas novilhas, animais mais pesados em menos tempo e meta de chegar a 70 % de prenhez com o aumento de animais certificados.
Última etapa: animais aprovados recebem a marca que identifica a certificação CEIP.
INTRA-LINK: Para entender os critérios técnicos e o impacto econômico da certificação, confira o “Genética que se paga: como a certificação valoriza o rebanho”. Categoria Etapa da avaliação Animais avaliados Taxa de prenhez Resultado/Próximo passo Fêmeas Intermediária (sobreano) 173 fêmeas 63 % Seleção preliminar com base em peso e conformação; apenas parte avança para a próxima avaliação e se torna candidata à certificação Machos Final — — Animais passaram por avaliações anteriores; nesta etapa são analisados raça, aprumos e harmonia; alguns receberam certificação e marca a ferro
“Sobreano” é a fase intermediária do programa, em que são avaliados peso, conformação, precocidade e musculosidade. Na etapa final, machos e fêmeas que se destacaram nas etapas anteriores são submetidos a critérios mais rigorosos (raça, aprumo e harmonia). Só então recebem o CEP ou CEIP, certificados que reconhecem os melhores animais do país.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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