Operação apreende 2 mil litros de polpa de açaí sem registro em barcos

Agência de Defesa Agropecuária intercepta carga vinda do Amazonas; ausência de documentos obrigatórios e selos sanitários em polpa de açaí sem registro acende alerta para riscos de contaminação e falta de rastreabilidade na região.

Em uma ação estratégica de vigilância sanitária e defesa vegetal, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) interceptou o transporte irregular de 2 mil litros de polpa de açaí sem registro. A operação ocorreu na Base Fluvial Integrada Candiru, situada no estreito de Óbidos, região do Baixo Amazonas, durante a abordagem de duas embarcações oriundas de Codajás (AM).

Além do produto processado, os agentes identificaram cerca de mil sacas de açaí em caroço. Diferente da polpa, os frutos in natura foram liberados após a apresentação da nota fiscal correspondente. No entanto, os responsáveis foram formalmente orientados a procurar a Adepará para efetuar o cadastro obrigatório da Unidade Produtiva de Origem.

Fiscalização contra a polpa de açaí sem registro e normas de trânsito

A apreensão da polpa de açaí sem registro foi motivada pela ausência total de selos de identificação, documentação fiscal e registros de inspeção oficial. Esses itens são pilares para atestar a procedência e a segurança alimentar. No território paraense, a Guia de Trânsito Vegetal (GTV) é o documento compulsório que assegura a sanidade e a conformidade regulatória de cargas vegetais em circulação.

De acordo com Lucionila Pimentel, diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, a rastreabilidade é inegociável. “O trânsito de açaí dentro do Pará só ocorre com o rastreamento por meio da GTV. Quem traz o produto de fora do estado deve cadastrar a origem para permitir o monitoramento e a manutenção da segurança sanitária”, destacou a diretora.

Riscos sanitários da polpa de açaí sem registro e a Doença de Chagas

O controle rigoroso exercido pelos fiscais visa mitigar riscos severos à saúde pública. O selo de identificação e inspeção garante que o alimento foi submetido a boas práticas de fabricação, incluindo o processo de branqueamento.

Essa etapa técnica é fundamental para a eliminação de agentes contaminantes, especialmente o protozoário Trypanosoma cruzi, transmissor da Doença de Chagas. Sem o devido registro e fiscalização, a polpa de açaí sem registro torna-se um veículo em potencial para surtos epidemiológicos, reforçando a necessidade das operações de barreira nas calhas fluviais da região.

VEJA MAIS:

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
LEIA TAMBÉM