Ação conjunta entre Polícia Civil e órgãos de fiscalização retira de circulação 1,4 mil toneladas de insumos sem procedência, visando proteger a produtividade e a sanidade das lavouras contra sementes irregulares no Rio Grande do Sul
Um prejuízo estimado em R$ 6,1 milhões foi imposto ao mercado ilegal de insumos agrícolas nesta semana. Entre os dias 14 e 16 de abril, a Operação Semente Segura III mobilizou agentes em uma varredura técnica e policial por 13 municípios, culminando na retenção de mais de 1,4 mil toneladas de sementes irregulares no Rio Grande do Sul.
A iniciativa visa blindar o setor produtivo contra fraudes que comprometem a qualidade das safras.
Foco em culturas de inverno e sementes irregulares no Rio Grande do Sul
A fiscalização concentrou seus esforços em pontos estratégicos da cadeia produtiva, incluindo empresas do setor e propriedades rurais. O alvo principal foram os insumos destinados às pastagens e lavouras de inverno. Durante as diligências, foram inspecionados lotes de trigo, centeio, azevém, além de aveia branca e preta.
O objetivo da vistoria de sementes irregulares no Rio Grande do Sul é assegurar que o produtor tenha acesso apenas a materiais certificados, evitando a disseminação de pragas. As cidades que receberam as equipes foram:
- Região Fronteira e Campanha: Bagé, Aceguá, Dom Pedrito e Pedras Altas.
- Região Noroeste e Central: Ijuí, Cruz Alta, Pejuçara, Condor, Palmeira das Missões, Santa Bárbara do Sul, Fortaleza dos Valos, Espumoso e Lagoa dos Três Cantos.
Consequências legais e combate às sementes irregulares no Rio Grande do Sul
As 1.447 toneladas interceptadas resultaram na abertura imediata de processos administrativos. Além da apreensão física dos produtos, os infratores foram autuados e podem enfrentar sanções severas. O rigor da lei prevê desde advertências formais até multas pecuniárias e a condenação definitiva do material, impedindo que esses insumos de baixa qualidade cheguem ao solo.
A ofensiva contra as sementes irregulares no Rio Grande do Sul foi um esforço de inteligência coordenado pela Decrab (Polícia Civil), contando com a expertise técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Seapi (Secretaria da Agricultura do RS). A união desses órgãos reforça a vigilância sobre o mercado de insumos, garantindo a integridade econômica e biológica do campo gaúcho.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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