Conquista do puro-sangue inglês Obataye na maior prova de turfe argentino coroa trajetória de sucesso do Haras Rio Iguassu, após faturar seis das 21 provas de Grupo 1 em 2025.
A vitória do cavalo Obataye no Grande Prêmio Carlos Pellegrini, no último dia 13 de dezembro, representou muito mais do que a oitava conquista de um puro-sangue inglês (PSI) brasileiro na maior prova do turfe argentino. Com o tempo de 2:24,14 para percorrer os 2.400 metros na pista de grama leve, a quinta melhor marca da história no local, o feito consolidou o animal como um dos grandes nomes do turfe brasileiro e internacional, pois somente em 2024 já havia faturado o título no Grande Prêmio Brasil e em 2025 o Grande Prêmio Latino-Americano e o Grande Prêmio Matias Machline – ABCPCC Clássica (G1).
Os títulos de peso coroaram o trabalho de excelência que vem sendo realizado pelo Haras Rio Iguassu, no Paraná, que ganhou seis das 21 provas de Grupo 1 no Brasil na última temporada, sendo quatro Grupo 1 Nacional e duas Grupo 1 Internacional. Além dos troféus de Obataye, também se destacaram os troféus da potranca Special e do cavalo Star Iguassu. Para o proprietário do Haras Rio Iguassu e de Obataye, Luís Felipe Pelanda, os resultados positivos são decorrentes de dois fatores cruciais: o trabalho em equipe associado à nutrição de ponta.
Fundado em 1963 pelo avô do proprietário, Guido Pelanda, o Haras Rio Iguassu é resultado de uma paixão familiar que se estende por gerações. A criação, inicialmente focada em Curitiba, estabeleceu-se no município de Tijucas do Sul em 2015, concentrando-se em PSI e, mais recentemente, na raça quarto de milha. Segundo Pelanda, a grande virada competitiva do Haras ocorreu com o cavalo Jeca, que despertou o desejo de ir além das corridas de cancha reta (velocidade de até 500 metros) para as provas de prado (hipódromos). O Haras possui cerca de 200 animais, com aproximadamente 70 cavalos em treinamento entre Fazenda Rio Grande, município da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e no Jockey Club do Paraná, no bairro Tarumã, em Curitiba, que competem em ambos os segmentos e nos grandes hipódromos brasileiros.
Especializado em distâncias maiores (de 2 mil a 2,4 mil metros), o cavalo fundista Obataye foi adquirido pelo Haras Rio Iguassu logo após sua segunda corrida. O animal foi criado pelo Haras Palmerini e havia sido comprado desmamado em um leilão pelo jóquei internacional João Moreira, que sempre o montou. Sua primeira grande vitória foi o Grande Prêmio Paraná, em dezembro de 2023. Outro título importante neste ano foi o Grande Prêmio Matias Machline Grupo 1, em São Paulo.
A última conquista, na Argentina, abriu caminho para o animal participar da Breeders Cup Turf em Keeneland, Estados Unidos, em novembro de 2026. “O cavalo continua a evoluir, com planos futuros de mirar novamente o Latino-Americano”, revela Pelanda.
Time unido
Na avaliação de Pelanda, um dos fatores determinantes para o sucesso do Haras é a operação com um time multidisciplinar e coeso. Como proprietários, ele e o pai Paulo oferecem total suporte para o trabalho da equipe, enquanto os médicos-veterinários Alfredo Rafael Kunz e Alan Ferreira cuidam da parte clínica, esportiva e de criação. Por sua vez, o treinador Antonio Oldoni, o “Cavaco”, tem um papel essencial por conhecer cada cavalo, ter o feeling e ajustar diariamente a alimentação e treinamento. Já os cavalariços são responsáveis pelo cuidado diário e detalhado dos animais.
Nutrição individualizada
Segundo Pelanda, outro pilar de sucesso foi a decisão de trocar a ração dos animais pela Guabi. “O Haras Rio Iguassu é um dos poucos de puro-sangue inglês a alimentar seus animais exclusivamente com ração, seguindo a recomendação do falecido Dr. Alceu Ataíde”, comenta. De acordo com o médico-veterinário Luiz Alexandre Lejambre, supervisor comercial da Guabi, “a raça puro-sangue inglês, por correr muito cedo, desde os dois anos de idade, tem uma alta exigência nutricional, que começa desde a gestação”.
No haras, são utilizados produtos como a Guabitech Care que contém aditivos com propriedades funcionais para minimizar problemas na criação dos cavalos e éguas. Já os animais treinados no Jockey Club recebem as rações para equinos de alta performance Guabitech Beet, Equitage Laminados e Equitage Supreme. Nos dois locais, também são fornecidas as suplementações minerais Guabitech Chrome e Selenium aos animais, com 100% de fontes orgânicas de selênio, zinco, manganês, cobre e cromo para maior biodisponibilidade e aproveitamento dos cavalos. “O treinador ajusta a quantidade de ração diariamente com base no consumo e nas necessidades individuais de cada cavalo, garantindo a nutrição ideal para atletas de alto rendimento”, explica Lejambre.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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