Na raça Quarto de Milha, a maioria dos cavalos com pelagem brindle apresenta quimerismo, uma condição genética rara, tornando a pelagem tigrada um fenômeno extraordinário da natureza e difícil de replicar.
A beleza e a peculiaridade dos equinos vão além de sua funcionalidade na lida e no esporte. Criadores interessados na pelagem tigrada têm buscado o desenvolvimento de linhagens com animais tigrados. Recentemente, foi identificada a primeira forma hereditária de brindling em uma única família de cavalos. Essa condição está associada à incontinência pigmentar (IP), uma mutação genética dominante e ligada ao sexo, que gera áreas de pigmentação mais escura seguindo as linhas de Blaschko, produzindo um padrão semelhante ao das quimeras. Todos os descendentes vivos são fêmeas, pois a mutação é letal nos machos ainda no útero, sendo extremamente raro que algum sobreviva.
A pelagem dos cavalos é um diferencial determinante de beleza e, em alguns casos, um verdadeiro espetáculo da genética. Entre as dezenas de variações existentes, uma se destaca pela extrema raridade: a pelagem tigrada ou brindle.
A pelagem brindle, como é conhecida, pode causar lesões na pele e, em alguns casos, impedir o crescimento da crina nas áreas afetadas. Em humanos, uma condição semelhante está ligada a anormalidades nos dentes, unhas e olhos, e pesquisadores identificaram problemas semelhantes em éguas afetadas.
O que é a pelagem tigrada ou brindle?
Na raça Quarto de Milha, a maioria dos cavalos com pelagem brindle apresenta quimerismo, uma condição genética rara em que o animal possui duas linhas celulares distintas e dois tipos de DNA, resultando em uma beleza exótica que, contudo, carrega desafios genéticos. Isso torna a pelagem tigrada um fenômeno extraordinário da natureza e difícil de replicar, conforme já mencionado.
Essa característica, assim como a Síndrome Potro Lavender, não é considerada uma cor propriamente dita, mas uma doença genética na qual a coloração alterada é apenas um sintoma. Criadores que buscam uma forma genética segura de brindling precisarão continuar pesquisando, pois, embora uma variante herdada tenha sido identificada, ela ainda é considerada mais uma condição genética do que um padrão de cor replicável.

Ainda no universo da raça Quarto de Milha, uma das mais valorizadas do mundo, apenas 25 cavalos com essa coloração foram registrados globalmente até março de 2018 – dados mais recentes. Essa raridade se deve, em grande parte, a um fenômeno genético chamado quimerismo.
Apesar de hereditária, a incontinência pigmentar não é desejada pelos criadores, pois está associada a problemas de saúde. Embora seja visualmente impressionante, o fenômeno tem limitações: nem todos os animais com pelagem tigrada são saudáveis. Em alguns casos, pode estar associado a problemas genéticos, como a incontinência pigmentar (IP), que causa lesões na pele e pode afetar os dentes, unhas e olhos.
A égua brasileira Tigresa Dash
No Brasil, um exemplo notável de pelagem tigrada é a égua Tigresa Dash, pertencente ao criador Hiago Moraes, segundo as últimas informações. As imagens do animal, registradas por Ana Clark, rapidamente viralizaram na internet, chamando a atenção pela singularidade de sua coloração. O animal, além de carregar uma das pelagens mais raras e lendárias do mundo, apresenta excelente desempenho nas pistas de vaquejada, onde passou por várias competições.

Mesmo com tamanha beleza, a pelagem tigrada ainda não é reconhecida oficialmente como uma cor válida na raça Quarto de Milha. A razão está nas incertezas genéticas e na dificuldade de determinar um padrão hereditário confiável para a coloração.

O que está por trás da raridade da pelagem tigrada?
Estudos indicam que o quimerismo não é a única causa da pelagem tigrada. A pelagem tigrada, além de rara, desperta curiosidade e admiração tanto entre especialistas quanto entre apaixonados por cavalos. Com poucos animais com essa característica registrados no mundo, ela se torna um fenômeno quase lendário no universo dos Quarto de Milha. No Brasil, Tigresa Dash é um símbolo desse mistério genético, atraindo os olhares de criadores e do público em geral.
Entretanto, a beleza exótica vem acompanhada de desafios genéticos, que tornam a pelagem tigrada mais um acaso extraordinário da natureza do que um padrão facilmente replicável.
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