Corte símbolo do churrasco nacional Picanha brasileira entra em ranking internacional entre os melhores pratos do mundo e segue entre os mais valorizados do planeta, acumulando posições de destaque nos últimos anos no TasteAtlas e consolidando a força da carne brasileira no cenário global
A picanha brasileira voltou a ganhar destaque internacional ao figurar entre os 100 melhores pratos do mundo no ranking 2025/2026 do TasteAtlas, uma das principais plataformas globais de gastronomia. Na edição mais recente, o corte aparece na 15ª posição, mantendo-se como um dos alimentos mais valorizados do planeta e reforçando o protagonismo da carne bovina brasileira no cenário global.
O reconhecimento não é isolado. A picanha acumula uma trajetória consistente de destaque no ranking: já foi eleita o melhor prato do mundo em 2024, além de ter ocupado o 2º lugar em 2023 e o 3º em 2025, evidenciando uma presença constante entre as primeiras posições.
Além dela, outros pratos brasileiros também aparecem na lista mais recente, como a costela bovina (35º lugar) e a moqueca baiana (98º), ampliando a presença da culinária nacional no ranking internacional.
De onde vem a picanha e por que é tão valorizada
A picanha é um corte retirado da parte traseira do boi, localizada acima da alcatra, na região conhecida internacionalmente como “sirloin cap” ou “rump cap”. Trata-se de uma peça relativamente pequena, com formato triangular e uma característica marcante: a capa de gordura uniforme, responsável por preservar a suculência durante o preparo.
Esse corte possui pouca gordura intramuscular – a depender da raça, criação e outros, o que exige preparo correto, geralmente em fogo alto e tempo controlado, para garantir maciez. No Brasil, a técnica mais tradicional envolve o churrasco em espetos, com cortes grossos e finalização com sal grosso, prática que se tornou referência mundial.
Outro detalhe histórico reforça sua identidade: o nome “picanha” tem origem na palavra “picana”, instrumento utilizado por tropeiros para conduzir o gado. Com o tempo, o termo passou a designar exatamente a região do animal onde o instrumento era aplicado.
Por que a picanha virou símbolo do Brasil
A fama da picanha está diretamente ligada à cultura do churrasco brasileiro. Diferentemente de outros países, onde o corte costuma ser dividido em partes menores ou menos valorizadas, no Brasil ele é tratado como carne nobre e protagonista das churrascarias.

Segundo avaliações reunidas pelo TasteAtlas, a picanha se destaca por três fatores principais:
- Sabor intenso, potencializado pela gordura externa
- Maciez quando bem preparada
- Simplicidade no preparo, valorizando a qualidade da carne
Essa combinação ajudou a transformar a picanha em um verdadeiro ícone gastronômico nacional, presente desde churrascos familiares até restaurantes de alto padrão.
No entanto, o TasteAtlas alerta que a peça nem sempre está disponível de forma íntegra nas gôndolas, pois o padrão de corte americano costuma dividi-la entre o lombo e a alcatra. A recomendação para garantir a suculência é solicitar ao açougueiro o top sirloin cap com a preservação total da capa de gordura, característica inegociável para quem busca o verdadeiro sabor brasileiro.
Evolução no ranking internacional
A trajetória recente da picanha no TasteAtlas mostra uma consistência rara entre pratos globais. Com base nos dados das últimas edições:
- 2022: 2º lugar entre os melhores alimentos tradicionais
- 2023: 2º lugar no ranking global
- 2024: eleita melhor prato do mundo
- 2025: 3º lugar
- 2025/2026: 15º lugar entre os 100 melhores pratos
Mesmo com a queda recente na classificação, o corte permanece entre os mais bem avaliados, o que demonstra resiliência e reconhecimento contínuo por parte dos consumidores globais.
Como funciona o ranking do TasteAtlas
O ranking do TasteAtlas é baseado em avaliações de usuários do mundo todo, que atribuem notas aos pratos. Segundo a própria plataforma, são consideradas centenas de milhares de avaliações para gerar a classificação final, com mecanismos para filtrar votos inconsistentes.
Isso significa que o desempenho da picanha reflete não apenas a opinião de especialistas, mas também a experiência real de consumidores internacionais, reforçando sua aceitação global.
O Top 15 da Gastronomia Mundial
A seguir, veja os pratos que ficaram nas 15 primeiras posições.
- Vori-vori (Paraguai): sopa preparada com fubá e queijo;
- Pizza Napoletana (Itália): clássica pizza de Nápoles;
- Tajarin al tartufo bianco d’Alba (Itália): massa com trufas brancas;
- Sate kambing (Indonésia): espetos de carne de cabra;
- Oltu cağ kebabı (Turquia): prato de cordeiro;
- Kontosouvli (Grécia): carne de porco no espeto;
- Arroz tapado (Peru): camadas de arroz branco com recheio de carne temperada;
- Komplet lepinja (Sérvia): pão achatado cortado ao meio, coberto com creme e finalizado com um ovo;
- Quesabirria (México): tacos de birria com queijo;
- Pappardelle al cinghiale (Itália) Massa com carne de javali;
- Central Texas-Style Barbecue (Estados Unidos): churrasco típico do Texas;
- Bath kulu badhu (Sri Lanka): prato tradicional de arroz com curry;
- Seco de cabrito (Peru): ensopado típico peruano à base de carne de cabrito;
- Beyran çorbası (Turquia): sopa tradicional de carne, típica da culinária turca.;
- Picanha (Brasil): corte da parte superior traseira do boi, localizado acima da alcatra
Carne brasileira em evidência no mundo
O desempenho da picanha no ranking internacional reforça um movimento mais amplo: a valorização da carne bovina brasileira no exterior. O país, que já é um dos maiores exportadores do mundo, também passa a consolidar sua identidade gastronômica, com cortes e preparos reconhecidos globalmente.
Mais do que um simples prato, a picanha representa tradição, técnica e qualidade, elementos que ajudam a posicionar o Brasil não apenas como potência agropecuária, mas também como referência culinária.
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