Polícia apreende 340 kg de peixe ilegal e prende homem em flagrante

Suspeito de 47 anos transportava exemplares de Pintado, Jaú e Pacu sem a Guia de Trânsito de Pescado (GTP); carga extraída do Rio Cuiabá foi interceptada pelo Batalhão Ambiental no bairro Santa Rosa

O combate aos crimes ambientais na Bacia do Rio Cuiabá ganhou um novo capítulo na última sexta-feira (20). Em uma operação de fiscalização urbana, a polícia apreende 340 kg de peixe ilegal e prende homem em flagrante no bairro Santa Rosa, na capital mato-grossense.

A ação, conduzida por efetivos da 1ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), interceptou o transporte de quase meia tonelada de pescado sem qualquer rastro de procedência legal.

Abordagem e identificação do transporte irregular

A ocorrência se desdobrou quando as unidades de patrulhamento ambiental identificaram um veículo de passeio circulando com sobrecarga aparente. Ao realizar a interceptação, os agentes constataram que o interior do automóvel havia sido adaptado para o escoamento de carga: diversos sacos plásticos ocupavam integralmente o banco traseiro e o porta-malas.

No momento da vistoria, ficou comprovado que a polícia apreende 340 kg de peixe ilegal acondicionado de forma precária. O condutor, de 47 anos, confessou às autoridades que não possuía o registro de pescador profissional e, o mais grave, não detinha a Guia de Trânsito de Pescado (GTP). A ausência deste documento inviabiliza qualquer transporte de carga pesqueira no estado, caracterizando o crime ambiental imediato.

Espécies nativas sob pressão da pesca predatória

Após a detenção, a carga foi submetida a uma rigorosa perícia administrativa para catalogação das espécies. O volume totalizou 340,68 quilos de pescado, composto majoritariamente por peixes de alto valor comercial e biológico, como Pintado, Cachara, Jaú e Pacu.

De acordo com o depoimento do suspeito, o produto é oriundo de retiradas clandestinas no Rio Cuiabá, especificamente na região de Acorizal. O episódio reforça a tese de que a polícia apreende 340 kg de peixe ilegal que alimentaria um mercado paralelo, prejudicando o ecossistema e a economia dos pescadores que atuam rigorosamente dentro da legislação.

Desfecho jurídico após a polícia apreender 340 kg de peixe ilegal

Além da infração ambiental, o veículo utilizado no transporte foi recolhido ao pátio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) devido a irregularidades administrativas de trânsito.

O suspeito foi conduzido à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), onde foi autuado em flagrante. A carga apreendida agora segue os ritos de destinação legal previstos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), podendo ser doada a programas sociais caso a perícia sanitária ateste a viabilidade para o consumo humano.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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