O pecuaristas estão à espera de mais uma onda de valorizações na arroba e, para os analistas, preços do boi gordo devem continuar subindo em 2024, mas é preciso estar atento a esses fatores intrínsecos ao mercado
O mercado físico do boi gordo registrou alta nos preços nesta quinta-feira (15), com expectativas de continuidade desse movimento no curto prazo. Ainda segundo as principais consultorias que acompanham o mercado diariamente pelas praças pecuárias brasileiras, os pecuaristas estão segurando suas boiadas, visando preços melhores. Onde, por outro lado, a indústria frigorífica segue atenta ao escoamento da produção no mercado interno. Essa união de fatores, deixa o mercado truncado e otimista para os futuros dos preços da arroba.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, isso ocorreu especialmente no centro-norte do Brasil, com Tocantins e Pará apresentando as maiores valorizações, na comparação diária feita pela consultoria. Com isso, para as demais praças, as cotações do boi gordo seguem estáveis na maioria das praças pecuárias, segundo apuração das consultorias que acompanham o setor pecuário.
Para a Scot Consultoria, a chegada da metade de agosto, a tendência é de enfraquecimento da demanda interna por carne bovina, em função do menor poder aquisitivo da população. “Conhecendo esse ciclo do mercado de carne, as indústrias estão realizando compras conforme suas necessidades de preenchimento de escala”, apontou a consultoria e, acrescentou ainda que: “Em contrapartida, os pecuaristas estão segurando suas boiadas, visando preços melhores“.
Devido esses fatores, a arroba do boi gordo está sendo negociada em R$230,00, a da vaca em R$207,00 e a da novilha em R$220,00, preços brutos e a prazo. O “boi China” – animal jovem abatido com até 30 meses de idade – está apregoado em R$235,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@ em relação ao boi comum.
Nas demais regiões monitoradas pela Scot (são 32 praças pecuárias, incluindo São Paulo), as cotações também ficaram praticamente estáveis ao longo desta semana, com leve altas pontuais em algumas praças.
Ainda segundo a Safras, em São Paulo, a incidência de animais de parceria (contratos a termo) tem limitado aumentos mais expressivos. A demanda de carne bovina segue aquecida, com boas perspectivas para o restante de 2024, com exportações recorde e uma baixa taxa de desocupação, de acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado.

Mercado interno e externo andando em sentidos opostos
O mercado interno de carne bovina pode enfrentar um enfraquecimento nos próximos dias, mas as exportações brasileiras continuam robustas, sem mostrar sinais de desaceleração. Segundo a Scot Consultoria, o volume exportado tem sido crucial para manter os preços do boi gordo estáveis no mercado físico.
Nos primeiros sete dias úteis de agosto, o Brasil embarcou 71,4 mil toneladas de carne bovina in natura, com uma média diária de 10,2 mil toneladas. Esse desempenho é 26,6% superior à média diária registrada em agosto de 2023.
Veja o preço da arroba de boi gordo pelas praças pecuárias brasileiras
- São Paulo: R$ 235,45
- Goiás: R$ 229,50
- Minas Gerais: R$ 224,18
- Mato Grosso do Sul: R$ 237,43
- Mato Grosso: R$ 210,86
Atacado mantém preços firmes
No mercado atacadista, os preços da carne bovina permanecem firmes. Segundo Iglesias, a tendência é de menor apelo para altas na segunda quinzena do mês, período tradicionalmente marcado por menor consumo. No entanto, o último trimestre de 2024 deve ser positivo, impulsionado pela baixa taxa de desocupação e pela entrada do 13º salário na economia.
Preços no atacado
- Quarto dianteiro: R$ 13,15/kg
- Ponta de agulha: R$ 13,00/kg
- Quarto traseiro: R$ 17,20/kg
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