Inmet emite previsão do tempo com aviso de perigo para chuvas fortes e ventania em São Paulo. Ventos podem chegar a 100km/h. Veja previsão e situação crítica dos reservatórios.
A Defesa Civil e o setor produtivo devem redobrar a atenção: a previsão meteorológica indica a ocorrência de chuvas fortes e ventania em São Paulo ao longo desta sexta-feira (2). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou o status de monitoramento para a categoria de perigo (alerta laranja), com vigência confirmada até o final da noite de hoje, às 23h59.
O cenário atmosférico sugere instabilidade severa. De acordo com o comunicado oficial, o volume de água pode chegar a expressivos 60 milímetros por hora, potencializado por rajadas de vento com velocidade estimada em até 100 km/h. O aviso climático também inclui a possibilidade de queda de granizo, o que acende um alerta vermelho para o agronegócio, dado o risco iminente de prejuízos às lavouras, além de interrupções na rede elétrica e danos à arborização urbana.
Impactos recentes das chuvas fortes e ventania em São Paulo
A instabilidade que agora ameaça todo o estado já deixou rastros de destruição no interior e na região metropolitana nos dias anteriores. Em Campinas, o balanço da Defesa Civil apontou uma dezena de ocorrências graves, concentradas nos bairros Jardim Madalena e Jardim Baroneza. Embora duas residências tenham sofrido avarias e diversas árvores tenham bloqueado vias, não houve necessidade de desalojamento de famílias.
Na Grande São Paulo, o município de Guarulhos enfrentou um “apagão” parcial na quinta-feira (1°). A falta de luz afetou uma série de bairros, incluindo o Centro, Vila Galvão e Bom Clima. Relatos locais confirmam que a concessionária de energia trabalhou para restabelecer o serviço no início da noite, mas o sistema permanece sob vigilância diante da renovação dos alertas de tempestade.
O Litoral Sul também integra o mapa de risco, com avisos específicos para grandes acumulados pluviométricos nas próximas horas.
Crise hídrica persiste apesar dos temporais
Um dado alarmante contrasta com o excesso de água nas ruas: a precipitação não está chegando onde é mais necessária. Mesmo com a previsão de chuvas fortes e ventania em São Paulo, os mananciais de abastecimento público continuam em níveis críticos, sem apresentar recuperação significativa de volume útil.
O monitoramento da Sabesp desenha um quadro preocupante para a segurança hídrica em 2026:
- Sistema Cantareira: Opera no limite, com apenas 20,1% de sua capacidade (registrando queda de 0,1%).
- Sistema Integrado Metropolitano (SIM): Estagnado em 26,2%, sem variação positiva.
- Alto Tietê e Rio Grande: Apresentam oscilações tímidas, com o primeiro registrando leve alta para 20,1% e o segundo caindo para 58,8%.
O fechamento de dezembro de 2025 marcou o pior desempenho dos reservatórios para o mês na última década, remetendo aos índices da crise hídrica de 2015. Projeções do Instituto Água e Saneamento indicam que, se o regime de chuvas do primeiro trimestre de 2026 ficar abaixo da média histórica, o sistema metropolitano pode colapsar para 18%, entrando oficialmente em estado de emergência.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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