Programa Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bilhões para impulsionar desenvolvimento sustentável na Caatinga

O Mapa articula parcerias para fortalecer produção de milho e reduzir custos da cadeia avícola no Nordeste.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está mobilizando instituições públicas e privadas para promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável na Caatinga, com a destinação de R$ 3 bilhões do Programa Caminho Verde Brasil para a região. A iniciativa foi debatida em reunião realizada na quinta-feira (26), no Recife (PE).

Participaram do encontro os assessores especiais do gabinete do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Augustin e Pedro Cunto, além de representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), produtores rurais, avicultores, Banco do Brasil (BB), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Corteva e parceiros técnicos.

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Programa Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bilhões para impulsionar desenvolvimento sustentável na Caatinga
Foto: Guilherme Martimon/Mapa

Do total de R$ 30 bilhões previstos no programa, R$ 3 bilhões serão aplicados exclusivamente na Caatinga. Segundo o coordenador do Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin, a proposta busca estruturar a produção de milho no entorno de polos avícolas da região. “Estamos buscando uma solução para a produção de milho nos arredores das avícolas, utilizando recursos do programa”, afirmou.

A estratégia pretende integrar pequenos produtores locais (que, em grande parte, atuam na agricultura de subsistência), à cadeia produtiva do milho, atendendo à demanda da indústria avícola regional. Atualmente, o insumo é adquirido a mais de mil quilômetros de distância, o que eleva significativamente os custos de produção.

“Queremos ajudar esses produtores a migrar para uma agricultura comercial, transformando a realidade da região e reduzindo custos para a indústria”, acrescentou Augustin.

Para o diretor de Relações Institucionais da ABPA, Marcelo Osório, a iniciativa tem forte potencial de impacto social e econômico. “Nossa avaliação é muito positiva. O programa tem um importante caráter social e de desenvolvimento regional, e houve consenso entre os participantes. Agora, avançamos para os detalhes de implementação”, destacou.

Representando a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), Edival Veras, afirmou que os recursos previstos poderão viabilizar o preparo de cerca de 400 mil hectares para a produção sustentável de milho, atendendo aos critérios ambientais do programa.

Próximos passos

Os participantes definiram uma agenda de trabalho para estruturar parcerias entre produtores rurais e a indústria, no âmbito do Caminho Verde Brasil. Um novo encontro está previsto para abril, quando deverão ser apresentados os avanços das ações e definido um cronograma de execução.

Compromisso com a sustentabilidade

Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como meta restaurar até 40 milhões de hectares de áreas degradadas em todo o país, promovendo sua utilização em sistemas produtivos sustentáveis. A iniciativa busca conciliar segurança alimentar, transição energética e proteção ambiental, reforçando o papel do Brasil como referência global em agricultura sustentável.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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