Projeções apontam que clima vai impactar PIB e agricultura nos próximos anos

Segundo o pesquisador, os resultados sugerem que as mudanças climáticas deverão provocar retração no PIB real do Brasil.

O estudo sobre os potenciais impactos socioeconômicos das mudanças climáticas projetadas para 2040 sobre a agricultura e a economia brasileiras tem participação da Embrapa. O artigo recebeu o Prêmio Ruy Miller Paiva, durante a edição 2023 do Congresso  da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), realizado em julho, na Esalq/USP, em Piracicaba/SP. O pesquisador Aryeverton Fortes de Oliveira, da Embrapa Agricultura Digital, assina o trabalho Potential impacts of climate change on agriculture and the economy in different regions of Brazil  ao lado de Cárliton Vieira dos Santos e Joaquim Bento de Souza Ferreira Filho, professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Esalq/USP, respectivamente. O artigo foi considerado o melhor publicado na Revista da Sober em 2022.

O diferencial do trabalho em relação aos estudos anteriores para o Brasil está no uso de estimativas de perda de área em função da elevação do risco climático para culturas agrícolas baseadas em projeções para o padrão regional de mudanças climáticas do quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), explica Oliveira. 

Impactos 

Segundo o pesquisador, os resultados sugerem que as mudanças climáticas deverão provocar retração no PIB real do Brasil e sinalizam perdas maiores para as famílias mais pobres e para as regiões de economia mais dependente da agricultura. A investigação aponta que o consumo real e o bem-estar das famílias da região Centro-Oeste e parte do Nordeste, em que a cultura da soja é mais representativa, serão mais afetados do que em outras regiões do Brasil. O estudo considerou os cenários de mudança climática intermediário e pessimista, mais severo. Acesse aqui a íntegra do artigo.

 O congresso

“Agropecuária do Futuro: tecnologia, sustentabilidade e a segurança alimentar” foi o tema que marca a 61ª edição do Congresso da Sober, que este ano recebeu a submissão de 768 trabalhos. O melhor resultado dos últimos cinco anos, segundo o coordenador científico Mateus Neves, para quem o evento ajuda a consolidar a prática do ensino, da pesquisa e da extensão nas áreas que abrange. Anualmente, a Sober concede premiações a trabalhos selecionados nas áreas de Economia, Administração e Sociologia Rural em oito categorias, incluindo a de melhor artigo publicado na Revista de Economia e Sociologia Rural, que edita.

Sober é uma sociedade científica, cultural e educacional, tendo por finalidade desenvolver as ciências sociais rurais (Administração, Economia, Extensão, Comunicação e Sociologia Rural), fornecendo subsídios para a implementação de políticas públicas voltadas aos setores agrícola, agroindustrial e para áreas rurais. A promoção do intercâmbio entre pesquisadores das referidas áreas e com indústrias e empresas interessadas nos trabalhos está entre os objetivos da entidade.

Fonte: Sober com Embrapa

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