Medida será avaliada pelo CNPE nos próximos 15 dias; setor sucroenergético projeta queda no preço dos combustíveis na bomba e maior segurança nacional
O governo federal avalia uma mudança estrutural no mercado nacional de combustíveis. A proposta do Ministério de Minas e Energia prevê o aumento de etanol na gasolina para 32%, uma medida que deve ser apresentada formalmente nos próximos 15 dias durante a próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
O anúncio oficial foi feito pelo ministro Alexandre Silveira após uma agenda estratégica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças do setor de biocombustíveis no Palácio do Planalto, classificada pela pasta como “muito produtiva”.
Viabilidade técnica e os próximos passos no CNPE
De acordo com Silveira, embora análises técnicas deem aval seguro para que o teto da mistura chegue a até 35%, os pareceres atuais dão total segurança para o avanço imediato ao patamar de E32 (32% de etanol). A decisão atende a uma demanda direta do setor produtivo e passará por deliberação do colegiado ministerial.
O ministro também minimizou os questionamentos sobre o cronograma da medida — anteriormente sinalizada pelo presidente da República no final de abril —, garantindo que a tramitação ocorreu de forma natural e sem qualquer tipo de entrave burocrático ou técnico.
Impacto econômico do aumento de etanol na gasolina para 32%
A alteração no percentual do biocombustível traz otimismo para o bolso do consumidor. Segundo dados apresentados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o litro do etanol hidratado custa, em média, R$ 2,40 a menos do que o litro da gasolina. Com a ampliação da mistura para 32%, o presidente da Unica, Evandro Gussi, projeta uma redução proporcional e direta no preço final do combustível fóssil nos postos de abastecimento.
Balança comercial e transição energética
Além do alívio financeiro direto aos motoristas, a política macroeconômica do país colhe frutos com a valorização dos biocombustíveis. Gussi destacou que, diante do cenário de volatilidade internacional intensificado pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, o diferencial competitivo do etanol gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões para os consumidores brasileiros.
Paralelamente, o país poupou aproximadamente R$ 8 bilhões ao reduzir a necessidade de importação de gasolina refinada, consolidando o agronegócio como um pilar de soberania e transição energética.
VEJA MAIS:
- Língua-de-pau: você conhece a actinobacilose, uma doença sorrateira?
- Conheça os países com mais cavalos no mundo e o lugar do Brasil nesse ranking global
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.