Projeções apontam crescimento expressivo do setor primário em 2025, com todos os estados do ranking avançando em dois dígitos e ampliando o peso do agronegócio na economia nacional.
O agronegócio brasileiro entra em 2025 com sinais claros de força e expansão. Projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário, divulgadas na Resenha Regional do Banco do Brasil, apontam um cenário de forte dinamismo em diferentes regiões do país, combinando ganhos de produtividade, ampliação de área, adoção de tecnologia e bom desempenho nos mercados interno e externo. O ranking dos estados com maior crescimento revela um Brasil rural em movimento, no qual regiões tradicionais e novas fronteiras agrícolas avançam lado a lado.
O destaque absoluto do levantamento é Mato Grosso do Sul, que lidera o ranking nacional com crescimento projetado de 17,9% no PIB do agronegócio. O desempenho reflete a consolidação do estado como potência agropecuária, sustentada por safras robustas de grãos, pecuária de corte intensiva, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e investimentos contínuos em tecnologia e logística. A diversificação produtiva e a maior eficiência no uso da terra colocam o estado na vanguarda do crescimento agro em 2025.
Na sequência aparecem Tocantins (16,4%) e Paraná (16,1%), dois exemplos claros de como diferentes perfis produtivos podem alcançar resultados semelhantes. No Tocantins, o avanço está diretamente ligado à expansão da fronteira agrícola no Matopiba, com crescimento da soja, do milho e da pecuária, além de melhorias em infraestrutura e armazenagem. Já o Paraná, um dos estados mais tradicionais do agro brasileiro, mantém desempenho elevado graças à alta produtividade, cooperativismo forte, agroindústria integrada e diversificação de culturas, que vão dos grãos à proteína animal.
O ranking segue com Espírito Santo (16,0%), que se destaca pela força da cafeicultura, fruticultura e silvicultura, além de um agro cada vez mais tecnificado, mesmo em propriedades menores. Na quinta posição está Mato Grosso (15,1%), maior produtor de grãos do país, cujo crescimento reflete escala produtiva, eficiência logística crescente e protagonismo nas exportações, especialmente de soja, milho e carne bovina.
Santa Catarina, também com 15,1%, reforça o papel do Sul como polo estratégico do agronegócio nacional. O estado combina proteína animal de alto valor agregado, forte agroindústria e elevado padrão sanitário, o que garante competitividade tanto no mercado interno quanto no exterior. Na sétima colocação surge Roraima (14,6%), simbolizando o avanço do agro no Norte do país, impulsionado pela expansão da soja, do arroz e da pecuária, embora ainda enfrente desafios relacionados à infraestrutura e à sustentabilidade ambiental.
Completam o ranking Rondônia (12,9%), Maranhão (11,5%) e Goiás (10,7%). Rondônia consolida sua posição com a pecuária e a agricultura comercial; o Maranhão segue ganhando relevância dentro do Matopiba; e Goiás, mesmo com crescimento percentual menor que outros estados, mantém peso econômico significativo, sustentado por grãos, cana-de-açúcar, carnes e um parque agroindustrial robusto.

Um dado que chama atenção é que todos os estados do ranking apresentam crescimento acima de 10%, o que indica um ano excepcional para o agronegócio brasileiro em 2025. Esse desempenho é resultado direto da combinação de produtividade elevada, inovação tecnológica, gestão profissional no campo e competitividade internacional, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Mais do que números, o ranking dos estados que lideram o crescimento do agronegócio em 2025 evidencia que o agronegócio segue como um dos principais motores do desenvolvimento econômico do Brasil, com impactos diretos na geração de empregos, na renda no interior do país e no saldo da balança comercial. O avanço simultâneo de estados do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Norte reforça que o crescimento do setor não é pontual, mas estrutural, consolidando o agronegócio como pilar estratégico para a economia brasileira em 2025 e nos próximos anos.
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