A busca pelos animais mais velhos deve-se aos menores gastos com nutrição em caso da engorda em confinamento, comparado aos bezerros!
A busca de grandes confinamentos pelo Boi Magro, trouxe valorização da categoria frente aos animais mais jovens, impulsionando os preços. O fluxo de negócios no mercado brasileiro de reposição mostrou leve reação ao longo desta semana, sobretudo em relação às vendas de categorias mais eradas, informa a consultoria IHS Markit.
O pecuarista da recria/terminação segue atento ao mercado neste atual momento, onde o preço do boi gordo segue pressionado por conta da oferta e o mercado futuro aponta para patamares de preços na B3 recordes, R$ 344,00/@, o que tem estimulada a busca pelo Boi Magro.
“Foi observado aumento da oferta de animais no Centro-Oeste, região que geralmente apresenta maior liquidez, em função do tamanho do rebanho no Estado”, relata a IHS. Os pecuaristas que ofertaram durante a semana lotes de boi magro e de garrote tiveram forte liquidez nos negócios.
A preferência pelos recriadores/invernistas por animais mais velhos deve-se aos menores gastos com nutrição em caso da engorda em confinamento, na comparação com as categorias mais jovens.
Além disso, a região segue com desgaste das pastagens com o avanço da seca. Uma das grandes alternativas encontradas pelos pequenos e médios pecuaristas é a busca por parcerias em boiteis, o que tem ajudado a aliviar a fazendo e aumentar a rapidez no giro do capital!
Já a Scot Consultoria, apontou para grande valorização no mercado da reposição, principalmente o Boi Magro e o Garrote, onde os preços chegaram a R$ 366,70/@ e R$ 410,50/@, respectivamente. Os preços são para as praças de Mato Grosso do Sul e para Minas Gerais.

Segundo o app da Agrobrazil, os valores voltaram aos patamares recordes, onde os animais negociados para a categoria, o Boi Magro, estão entre R$ 300,00 e R$ 340,00/@ nas praças pecuárias pelo país.
“A falta de liquidez para lotes de animais extremamente jovens é visível no mercado; há relatos de leilões que venderam apenas 50% dos lotes, todos de animais erados, enquanto o restante não comercializado era constituído por bezerros e bezerras”, informa a IHS Markit.
Segundo os analistas da consultoria, os compradores, além de optarem por garrotes em relação aos bezerros, preferem os animais de maior idade e peso em vez das novilhas.
Isso porque, em algumas regiões do País, as fêmeas mais velhas atingiram patamares de preços semelhantes aos valores de bovinos terminados. Porém, observa a IHS, a conversão alimentar da novilha é inferior à do boi magro, resultando em um custo maior com nutrição e, consequentemente, menor rentabilidade na engorda deste tipo de animal.
Nesse contexto, foi possível observar recuos dos níveis de preços de algumas categorias, em diversas praças pecuárias do Brasil, informa a IHS.
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O indicado Esalq/Cepea do bezerro no Mato Grosso do Sul, por exemplo, fechou a sexta-feira (21/5) valendo R$ 3.060,54, com desvalorização mensal de 3,51%. Conforme a imagem abaixo!

“O descasamento entre oferta e demanda resultou em variações negativas de preços para animais mais novos (machos e fêmeas entre 7 e 12 meses e também garrotes e novilhas entre 12 e 15 meses) nos Estados de SP, MG, MT, MS, GO, BA e RS”, relata a IHS.