Doenças de Final de Ciclo (DFCs) causam até 20% de perdas na produção
No cultivo da soja, o período de 30 a 40 dias que antecedem a colheita é o mais crítico devido ao impacto causado pelas Doenças de Final de Ciclo (DFCs). Isso porque, nessa fase, as plantas concentram energia no enchimento dos grãos e qualquer dano causado às folhas pode comprometer diretamente a produtividade e a qualidade da safra.
“O avanço das Doenças de Final de Ciclo (DFCs) pode provocar desfolha precoce, encurtando o período de enchimento dos grãos“, explica Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da Rainbow Agro. “Um exemplo: ao infectarem os tecidos da planta, os patógenos responsáveis pelas manchas causam lesões e reduzem a taxa fotossintética, o que implica redução da produtividade e qualidade de grãos“.
Segundo dados da Embrapa, se não controladas adequadamente, as DFCs podem impactar em mais de 20% a produtividade dos grãos. Elas costumam ocorrer na mesma época e, em razão das dificuldades para avaliá-las individualmente, são consideradas como o “complexo de doenças de final de ciclo”.
As DFCs reduzem de maneira importante a área foliar sadia e intensificam os danos nas últimas semanas do cultivo. “Muitas vezes, os sintomas começam de forma discreta, mas evoluem rapidamente quando as condições climáticas são favoráveis, diminuindo o tempo de reação do produtor e elevando o risco de perdas. Quando o controle é eficiente e realizado no momento correto, a severidade tende a ser menor”, assinala Marcandalli.
Principais Doenças de Final de Ciclo e manejo – Entre as DFCs mais frequentes no cultivo da soja está a Mancha-Alvo (Corynespora cassiicola), que costuma iniciar com pequenas manchas marrom-escuras com halo amarelado e evolui para lesões com anéis concêntricos, formando o típico aspecto de alvo.
Outra DFC recorrente é a Mancha-Parda (Septoria glycines). O patógeno sobrevive em restos culturais e se dissemina principalmente por vento e respingos de chuva, o que explica a maior incidência em períodos úmidos. A Cercosporiose (Cercospora kikuchii) também está entre as principais DFCs, podendo causar necrose generalizada nas folhas.
Para reduzir os prejuízos causados pelas DFCs, o sojicultor pode lançar mão de defensivos agrícolas que combatem os patógenos. “Mas é importante lembrar que, para obter sucesso nesse manejo, a escolha do produto e o posicionamento devem considerar pressão local, estádio fenológico e manejo de resistência“, lembra Marcandalli.
Aliado ao uso dos defensivos, ter um especialista ao lado para o planejamento do manejo também faz diferença, já que este profissional pode montar um programa personalizado e baseado no risco real do talhão. Dessa maneira, é possível equilibrar proteção, custo e resultado.
Líder em proteção de cultivos na China e uma das maiores empresas do setor no mundo, a Rainbow Agro fornece um amplo portfólio de tecnologias eficientes e de alta qualidade para o controle das doenças, entre elas, as DFCs da soja. Fazem parte deste extenso catálogo o fungicida Zerrust Mixx, com formulação composta por clorotalonil, tebuconazol e picoxistrobina, uma combinação exclusiva Rainbow de três dos melhores ativos no controle do complexo de doenças.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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