MPPR denuncia em Jaguapitã nove pessoas envolvidas em desvios de cargas avaliadas em mais de R$ 1,1 milhão de fábrica de rações para frangos.
Em Jaguapitã, no Norte Central do estado, o Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra nove pessoas envolvidas em organização criminosa criada para desviar cargas de ração para frangos produzida por uma grande indústria da cidade.
Conforme apurado no inquérito policial, o grupo, chefiado por um policial militar da reserva, teria estabelecido um complexo esquema de desvio das cargas, tendo causado à empresa prejuízo estimado em R$ 1.116.000,00 com o furto de 558 mil quilos de ração.
O esquema envolvia funcionários da empresa, inclusive o responsável pela contratação do transporte da produção da fábrica – dois dos denunciados chegaram a criar uma empresa de fachada, usando “laranjas”, que teria sido contratada para fazer o transporte da carga já com o objetivo de cometer os crimes.
Os desvios teriam acontecido ao longo de pelo menos 13 meses, entre outubro de 2022 e novembro de 2023. A denúncia aponta os crimes de falsidade ideológica (com pena prevista de um a três anos de reclusão), furto qualificado (dois a oito anos e multa) e organização criminosa (três a oito anos).
Aqui está um detalhamento de como o esquema funcionava e o que deve acontecer após a denúncia do Ministério Público do Paraná:
Como o esquema do roubo em fábrica de ração funcionava:
- Criação de uma empresa de fachada: Dois dos envolvidos no esquema, que eram funcionários da empresa, criaram uma empresa falsa (de fachada) usando “laranjas” — pessoas usadas como proprietárias nominais, mas que não tinham controle real sobre a empresa. O propósito dessa empresa era fornecer serviços de transporte de carga.
- Contratação da empresa falsa: Como os próprios criminosos estavam dentro da estrutura da empresa lesada, eles conseguiram que essa empresa de fachada fosse contratada para transportar parte da produção de ração. Isso facilitava a manipulação e o desvio das cargas.
- Desvio das cargas: A ração era furtada ao longo do trajeto ou desviada diretamente da fábrica. Esses desvios ocorreram por um período prolongado (pelo menos 13 meses), de outubro de 2022 até novembro de 2023. Ao todo, foram furtados 558 mil quilos de ração, gerando um prejuízo de mais de R$ 1,1 milhão.
- Atuação coordenada: O grupo era liderado por um policial militar da reserva, o que sugeria uma organização sofisticada e disciplinada, envolvendo tanto ações logísticas quanto o encobrimento dos crimes por meio de falsidade ideológica.
O que deve acontecer após a denúncia:
Agora que o Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra os envolvidos no roubo em fábrica de ração, o caso entra na esfera judicial, e o processo deverá seguir algumas etapas:
- Recebimento da denúncia: O juiz responsável pelo caso deve analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decidir se a aceita. Se a denúncia for aceita, os envolvidos se tornarão réus e o processo criminal será instaurado formalmente.
- Fase de instrução: Durante a fase de instrução, serão colhidos depoimentos e analisadas as provas apresentadas pelo Ministério Público, incluindo o resultado do inquérito policial. Testemunhas podem ser convocadas, e os réus terão oportunidade de se defender.
- Possíveis penas: Se condenados, os envolvidos poderão enfrentar penas que variam de acordo com os crimes atribuídos a eles:
- Falsidade ideológica: Pena de 1 a 3 anos de reclusão.
- Furto qualificado: Pena de 2 a 8 anos de reclusão, além de multa.
- Organização criminosa: Pena de 3 a 8 anos de reclusão.
- Possíveis ressarcimentos: A empresa lesada pode buscar ressarcimento pelos prejuízos sofridos, além de eventuais multas impostas como parte da sentença criminal.
Esse tipo de caso mostra um esquema bem articulado, mas com o oferecimento da denúncia, espera-se que os envolvidos enfrentem as devidas consequências legais.
- Processo 0002386-73.2023.8.16.0099
Fazendeiro financiava organização criminosa especializada em furto de defensivos

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um fazendeiro por financiar e colaborar com um grupo criminoso especializado no furto de defensivos agrícolas, como parte da Operação Cerco Verde. Foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 1,7 milhão em bens.
O fazendeiro é acusado de receptação qualificada e integrar a organização criminosa, fornecendo apoio logístico, financeiro e informações ao grupo, com transações que somam milhões de reais. O caso envolve furtos em diversas fazendas desde 2021. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.
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