Ferrugem asiática já soma 118 focos na safra 2025/26 e se aproxima do total do ciclo anterior. Paraná e MS lideram registros.
A ferrugem asiática da soja soma 118 ocorrências confirmadas na safra 2025/26, segundo dados atualizados do Consórcio Antiferrugem consultados nesta quarta-feira, 7. O número se aproxima das 124 ocorrências registradas ao longo de todo o ciclo 2024/25.
Os primeiros focos da safra 2025/26 em lavouras comerciais foram registrados em 18 de novembro em Corbélia (PR) e em 19 de novembro em Itapetininga (SP).
Antes disso, o consórcio havia identificado a doença em plantas voluntárias de soja — aquelas que germinam espontaneamente após a colheita — em municípios como Arapoti, Imbaú e Palmeira, no Paraná, e Candelária, no Rio Grande do Sul. Parte dos registros da plataforma refere-se apenas à presença de esporos do fungo, detectados em armadilhas de monitoramento, sem sintomas visíveis nas plantas.
O Paraná lidera os registros com 74 focos, acima dos 66 de toda a safra anterior. Em dezembro de 2025, o Estado concentrou 63 casos confirmados. Entre os municípios paranaenses, Palotina registra o maior número de ocorrências, com 10 focos, seguido por Cascavel, com 5, e São Miguel do Iguaçu, com 3.
Mato Grosso do Sul aparece em segundo lugar, com 33 ocorrências, ante 12 da safra passada. No Estado, Naviraí lidera com 6 focos, seguido por Sete Quedas, com 4, Aral Moreira e Ponta Porã, com 3 cada. Os dados mostram 1 caso em outubro, 19 em dezembro e 13 em janeiro.
O Rio Grande do Sul soma 5 registros, distribuídos pelos municípios de Arroio Grande, Capão do Cipó, Colorado, Saldanha Marinho e Santa Rosa, todos com 1 ocorrência cada. São Paulo tem 4 casos, nos municípios de Buri, Capão Bonito, Itaberá e Itapetininga. Santa Catarina registra 2 focos, em Ouro Verde e São Domingos.
Na safra 2024/25, o Rio Grande do Sul havia sido o segundo Estado com mais ocorrências, totalizando 25 casos, seguido por Mato Grosso do Sul com 12, São Paulo com 8, Bahia com 3, Minas Gerais com 3, Santa Catarina com 3, Goiás com 2 e Mato Grosso com 2.
A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e pode provocar perdas superiores a 80% da produtividade se não for controlada. O Consórcio Antiferrugem reúne aproximadamente 100 laboratórios cadastrados no Brasil, além de cerca de 60 pesquisadores de instituições públicas e privadas. A plataforma monitora a ferrugem em tempo real durante a safra.
Especialistas recomendam monitoramento constante das lavouras, respeito ao vazio sanitário, eliminação de plantas voluntárias de soja, uso de cultivares adequadas e aplicações preventivas de fungicidas conforme a fenologia das plantas.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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