O uso de biológicos no café é decisivo para a safra de 70,7 mi de sacas. Veja como a tecnologia da Nitro aumenta a produtividade
A cafeicultura brasileira vive um momento de otimismo e recuperação técnica. Dados recentes divulgados pela consultoria StoneX projetam que o Brasil deve colher 70,7 milhões de sacas no ciclo atual, registrando um crescimento expressivo de 13,5% em comparação à safra anterior. No entanto, por trás desse volume, há um fator determinante além do clima: o uso de biológicos no café, que tem garantido maior resiliência fisiológica às plantas.
Em entrevista concedida ao Compre Rural, Thiago Liceras, Gerente de Desenvolvimento de Mercado e Marketing da Nitro, empresa referência em insumos para o agronegócio, detalhou que o avanço da tecnologia nutricional foi decisivo para que os cafezais respondessem bem, mesmo após períodos de instabilidade climática.
“A tecnologia deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um fator de segurança produtiva. O cafezal bem nutrido consegue manter atividade fotossintética, recuperação de raízes e emissão de ramos produtivos”, explica.
O impacto fisiológico do uso de biológicos no café
Para entender como essa retomada é possível em um cenário de clima incerto, é preciso olhar para a fisiologia da planta. O uso de biológicos no café atua diretamente no ambiente radicular e no metabolismo vegetal.
Tecnicamente, esses insumos promovem a indução de fitormônios naturais — como auxinas, citocininas e giberelinas — que são essenciais para o crescimento. Liceras destaca que as fases mais críticas para essa aplicação são o pós-colheita, a florada e o enchimento de grãos.
“Os biológicos ativam mecanismos de defesa e tolerância ao estresse abiótico. Isso permite uma maior eficiência na absorção de água e nutrientes, vital para mitigar efeitos de seca e altas temperaturas”, pontua.
Sinergia: Biológicos potencializam o químico
Uma das principais dúvidas dos produtores rurais ainda reside na integração entre o manejo convencional e as novas tecnologias. Especialistas reforçam que não se trata de substituição, mas de sinergia.
O uso de biológicos no café funciona como um catalisador para os fertilizantes químicos. Microrganismos benéficos atuam na rizosfera (região das raízes) realizando funções vitais:
- Solubilização de fósforo e micronutrientes antes indisponíveis no solo;
- Fixação biológica de nitrogênio;
- Estímulo ao enraizamento, aumentando a área de contato da planta com o solo.
Na prática, isso se traduz em eficiência econômica. O produtor não necessariamente aplica menos fertilizante, mas a planta aproveita muito mais o que é aplicado, elevando o teto produtivo por hectare.
Qualidade da bebida e Retorno sobre Investimento (ROI)
Além do volume de sacas, o mercado exige qualidade. Observações de campo apontam que áreas manejadas com biológicos apresentam uma maturação mais uniforme, reduzindo o desequilíbrio entre frutos verdes e cereja.
O resultado é uma bebida mais limpa, com maior doçura e melhor classificação de peneira, fatores que valorizam a saca na hora da comercialização. “Com metabolismo mais equilibrado, o cafeeiro direciona melhor os fotoassimilados para os frutos, reduzindo a incidência de grãos chochos”, afirmou Liceras.
Financeiramente, a conta fecha. Segundo a análise da Nitro, o incremento de produtividade e a redução de perdas superam o custo da tecnologia, oferecendo uma alta relação custo-benefício e blindando a rentabilidade do cafeicultor.
O futuro da tecnologia no campo
Diante das mudanças climáticas globais e da pressão por uma agricultura mais sustentável, a tendência é que o uso de biológicos no café deixe de ser uma alternativa para se tornar um padrão.
A visão de mercado para os próximos anos é de consolidação. A ferramenta deve integrar o pacote tecnológico “obrigatório” das fazendas de alta performance que buscam longevidade do cafezal e estabilidade produtiva safra após safra.
Escrito por Compre Rural
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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