São Paulo exige atualização de rebanhos para liberar movimentação animal

Declaração passa a ser obrigatória para emissão da GTA e reforça controle sanitário após fim da vacinação contra febre aftosa.

Os produtores rurais de São Paulo já precisam atualizar os dados dos rebanhos para garantir a movimentação regular dos animais no estado. A medida faz parte da Campanha de Atualização de Rebanhos de 2026 e passou a ser obrigatória para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) de bovinos e bubalinos.

A atualização deve ser realizada por meio do sistema GEDAVE e inclui não apenas bovinos, mas também búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho-da-seda. O governo paulista afirma que a medida é fundamental para fortalecer o monitoramento sanitário e garantir rastreabilidade do rebanho estadual.

O segredo da ordenha robotizada está no caminho das vacas

A exigência ganhou ainda mais importância após o estado encerrar a vacinação obrigatória contra a febre aftosa em 2023. Desde então, o controle sanitário passou a depender de forma mais intensa da atualização cadastral dos rebanhos e do monitoramento epidemiológico realizado pela Defesa Agropecuária.

GTA será bloqueada sem declaração

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, produtores que não realizarem a atualização terão bloqueada a emissão da GTA, documento obrigatório para transporte de animais entre propriedades, municípios e estados.

A campanha do primeiro semestre começou oficialmente em 11 de maio e seguirá até junho. O sistema foi liberado antecipadamente para evitar congestionamentos e bloqueios na movimentação dos rebanhos.

Outra novidade em 2026 é a cobrança vinculada ao Fundesa-PEC, fundo criado para reforçar ações de defesa sanitária animal no estado. O valor da contribuição será calculado com base no número de bovinos e bubalinos declarados pelo produtor.

Governo reforça vigilância sanitária no campo

O governo paulista destaca que a atualização periódica dos rebanhos é considerada estratégica para manter o status sanitário de São Paulo e ampliar a capacidade de resposta em casos de doenças de impacto econômico, como a febre aftosa.

Além da rastreabilidade, os dados também ajudam no planejamento de ações de vigilância epidemiológica, fiscalização e controle de trânsito animal. A expectativa é que a medida fortaleça ainda mais a segurança sanitária da pecuária paulista e preserve o acesso do estado aos mercados nacionais e internacionais.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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