São Paulo registra primeira ocorrência da praga Caruru-palmeri em seu território

O Mapa confirmou o primeiro foco da praga Caruru-palmeri em São Paulo. Veja as medidas de interdição e os riscos da invasora para a produtividade agrícola.

O agronegócio paulista entra em estado de vigilância máxima. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta semana, a detecção oficial da planta invasora Amaranthus palmeri, popularmente conhecida como Caruru-palmeri em São Paulo.

O foco foi identificado na região de São José do Rio Preto, marcando a primeira vez que esta ameaça fitossanitária rompe as fronteiras do Centro-Oeste para atingir o solo paulista.

O avanço da praga Caruru-palmeri no Brasil

Classificada como uma praga quarentenária, a espécie estava, até então, restrita a propriedades monitoradas no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O histórico da invasora no país começou em 2015, em solo mato-grossense, onde já atinge oito municípios. Posteriormente, o Mato Grosso do Sul registrou focos em duas localidades. A chegada do Caruru-palmeri em São Paulo acende um alerta para os produtores da região Sudeste, devido ao alto poder de disseminação e agressividade da planta.

Protocolos de contenção do Caruru-palmeri em São Paulo

Imediatamente após a confirmação do foco, medidas rígidas de biossegurança foram implementadas. A propriedade afetada foi interditada por tempo indeterminado, sendo terminantemente proibida a movimentação de qualquer material vegetal, restos de cultura, solo ou resíduos de limpeza.

De acordo com as diretrizes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo, a colheita de soja no talhão contaminado só terá o aval oficial após a eliminação completa de todos os exemplares de Amaranthus spp.. Equipes técnicas já iniciaram levantamentos de delimitação para mapear a extensão real do foco e evitar que a semente da invasora se espalhe por propriedades vizinhas.

Riscos econômicos e resistência a herbicidas

A preocupação de especialistas e autoridades reside na biologia da planta. O caruru-gigante possui uma capacidade de adaptação extraordinária e, o que é mais grave, apresenta resistência comprovada a herbicidas de diferentes mecanismos de ação. A dispersão ocorre com facilidade através de maquinários agrícolas e implementos que não passam por higienização adequada, além da contaminação em lotes de sementes.

A presença descontrolada desta invasora pode resultar em perdas severas na produtividade, elevando os custos de manejo e comprometendo a rentabilidade da safra.

O Programa Nacional e a vigilância do Caruru-palmeri em São Paulo

Para mitigar o problema, o governo federal utiliza como base a Portaria SDA/Mapa nº 1.119, de 20 de maio de 2024. A norma instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle da praga, estabelecendo ações estratégicas de detecção precoce e controle fitossanitário. Segundo o Ministério, essas ações são vitais para preservar a sanidade vegetal do estado e assegurar que a legislação vigente seja cumprida, protegendo o patrimônio agrícola paulista.

VEJA MAIS:

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
LEIA TAMBÉM