Sindicarne PR elogia operação da PF para evitar contrabando de gado da Argentina

Atualmente, o status sanitário da Argentina é de área livre de aftosa com vacinação, portanto inferior ao paranaense, de área livre de aftosa sem vacinação

O Sindicarne-PR declarou ontem apoio e elogiou a importância do trabalho integrado entre a Polícia Federal e as agências do Paraná (Adapar) e de Santa Catarina, na realização da operação “Boi Viajando” com a finalidade de conter o contrabando de gado vindo da Argentina. A operação da PF foi deflagrada na quinta-feira (7) pela manhã com cerca de 50 policiais federais cumprindo 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina e em Barracão, Bom Jesus do Sul e Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná, através de medidas judiciais expedidas pela Justiça Federal de Foz do Iguaçu (PR).

Foi identificado que, por meio de propriedades na divisa entre os dois países, cinco criadores de gado tenham introduzidos ilegalmente no mercado brasileiro cerca de 5,7 mil bovinos, avaliados em R$ 14,2 milhões. Os crimes investigados são de contrabando, associação criminosa, falsidade ideológica e infração de medida sanitária preventiva, com penas máximas que somam 18 anos de reclusão.

“Desde que o Paraná foi reconhecido como área livre de aftosa sem vacinação, em agosto de 2021, foi criado um grupo de trabalho permanente de troca de informações sobre trânsito de animais entre várias instituições. Como contrabando é crime federal, só pode envolver a PF e a Receita Federal na ação, como ocorreu nesta operação. O grupo envolve a Adapar, a Secretaria de Segurança e a Secretaria de Finanças e, por isso, operações como esta serão cada vez mais rotineiras no Paraná”, destaca Allan Gabriel Campos Pimentel, Gerente de Trânsito Agropecuário da Adapar. 

Atualmente, o status sanitário da Argentina é de área livre de aftosa com vacinação, portanto inferior ao paranaense, de área livre de aftosa sem vacinação. Assim sendo, o gado argentino não pode ingressar no território paranaense, sob o risco de se perder o trabalho sério de muitos anos de esforços coordenados dos órgãos governamentais, produtores pecuários e indústrias da carne para erradicar a doença e finalmente conquistar o tão almejado status que garantirá à cadeia da carne do Paraná maior acesso e melhores preços no mercado internacional de proteínas animais. 

O Gerente da Adapar destacou também o trabalho do Sindicarne-PR junto aos seus associados, com o incentivo à implantação das melhores ferramentas de rastreabilidade nos matadouros frigoríficos, para que nas operações de aquisição de boiadas, se comprem apenas animais de origem comprovada. “Atualmente, os frigoríficos estão muito melhor equipados para detectar a origem dos animais graças as ferramentas ESG”, disse ele.

Para o presidente do Sindicarne-PR,  ngelo Setim Neto, “não é de hoje que solicitamos seja reforçado o monitoramento das regiões fronteiriças do estado contra a entrada ilegal de animais, requisito essencial para que o Paraná tenha sucesso em manter o nosso status sanitário, além de evitar a evasão fiscal e a concorrência desleal. Ações como a deflagrada pela PF e Adapar contarão sempre com o apoio incondicional da indústria da carne paranaense.”

Fonte: Sindicarne/PR

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