Segundo presidente de associação, movimento é de recuperação de preços com a melhora na demanda interna e retorno de embarques para a China.
O mercado de suínos mostra alguns sinais de recuperação, ao menos em São Paulo. Nesta sexta-feira (07) houve negociações pela Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo com o animal cotado em R$ 100 a arroba. Segundo Valdomiro Ferreira, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), esse novo realinhamento mostra uma procura maior para animais vivos, uma reabertura para o mercado chinês, já está reprogramando suas importações, com carregamentos programados para o próximo dia 15.
De acordo com Ferreira, a última vez em que o valor de R$100 a arroba havia sido registrado foi no dia 29 de janeiro. Após a data, a arroba suína no mercado independente paulista caiu para R$ 95, mas retornou agora para os três dígitos.
“Temos agora um processo de realinhamento nos preços com mtendência de alta. Não vejo situação que faça o preço da arroba suína retornar para os dois dígitos”, disse.
Ainda em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou com preço estável em R$ 94/R$ 95, enquanto a carcaça especial teve aumento de 4,11%/2,63%, alcançando preços entre R$ 7,60/R$ 7,80 o quilo.
- Gigantes destravam R$ 1 bilhão em crédito rural para financiar o agro brasileiro
- Éguas são destaque em Ourinhos e vitória vai para La Pátria Autentica
- Leilão da GAP alcança média de R$ 97 mil e avalia cavalo Crioulo em R$ 2,5 milhões
- Super El Niño pode redesenhar o clima no Brasil e acende alerta para o agro até 2027
- Boi gordo segue firme no mercado físico e oferta restrita mantém arroba sustentada no país
De acordo com dados do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (06), o mercado de suíno vivo ficou dividido entre leves altas e leves quedas, reforçando o que diz Ferreira sobre o aumento da procura por animais vivos.
Em São Paulo, o aumento foi de 0,20%, atingindo R$ 5,10/kg, e de 0,21% em Santa Catarina, que fechou em R$ 4,71 o quilo. Quedas foram registradas no Rio Grande do Sul, de 0,84%, com valor de R$ 4,71/kg, de 0,41% no Paraná, chegando em R$ 4,89/kg, e de 0,18% em Minas Gerais, cravando R$ 5,48/kg.
Fonte: Notícias Agrícolas