Tecnologias biológicas barram a cigarrinha-do-milho, reduzem a resistência e elevam a sanidade da lavoura

Cigarrinha-do-milho desafia a produtividade e exige manejo integrado. Bioinsumos com múltiplos modos de ação ajudam a evitar resistência.

“Seu modo de ação é bem claro: ao succionar a seiva da planta, ela libera toxinas que causam o enfezamento. A pior notícia é que essa doença pode ser causada pela cigarrinha em qualquer estágio vegetativo do milho. Sua ação se estende para toda a lavoura, já que um único inseto portador do vírus é capaz de causar o enfezamento em mais de uma planta“, detalha Lauany.

Os desafios para seu controle envolvem o clima, favorável para o aumento das infestações, especialmente na segunda safra, quando há altas temperaturas e aumento no volume de precipitação. Além disso, a ocorrência do fenômeno La Niña potencializa ainda mais o desafio. A pressão cresce porque a cigarrinha está se multiplicando mais rápido, já que seu ciclo de vida encurtou de cerca de 22 para 15 dias, e devido ao uso repetido de defensivos químicos, que selecionou resistência a diversas moléculas.

“Como solução, a recomendação é o Manejo Integrado de Pragas (MIP), incluindo o químico, o biológico, o varietal e o cultural. Assim, o agricultor usufrui dos benefícios de cada tecnologia, incluindo o amplo espectro de ação dos bioinsumos e sua velocidade de controle“, ressalta a especialista da Biotrop.

Com esse conjunto de benefícios, o controle biológico ganha espaço no manejo da cigarrinha. Um diferencial decisivo é a capacidade de evitar resistência, já que os bioinsumos atuam por múltiplos mecanismos, como contato e ingestão. Formulado pelas bactérias Pseudomonas fluorescens e Pseudomonas chlororaphis, o bioinseticida Biokato® oferece essas vantagens.

Biokato®, produto que integra o portfólio de soluções da Biotrop, possui dois modos de ação. Na infecção por contato, ele age por contaminação tarsal. Nesse caso, a cigarrinha recebe aplicação direta ou caminha sobre as folhas do milho que foram tratadas. Nesse processo, os metabólitos produzidos pelas bactérias entram em contato direto com a cigarrinha, causando paralisia e, na sequência, a morte.

Quando há infecção por ingestão, o inseto absorve esses compostos ao se alimentar da seiva e desenvolve um quadro de anemia, já que outros metabólitos competem pelo ferro no intestino do inseto vetor. O resultado é morte por inanição e desnutrição.

“Este é um dos principais diferenciais dos biológicos: eles entregam mais de um modo de ação e, por esta razão, apresentam melhor controle do alvo“, finaliza a coordenadora da BIOTROP.

Sobre a Biotrop

A BIOTROP atua na vanguarda das soluções biológicas e naturais para o agronegócio, com foco em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que impulsionam uma agricultura sustentável, produtiva e rentável. Com Centros Avançados de Multiplicação de Microrganismos (CAMMs) em Curitiba (PR) e Jaguariúna (SP) e distribuidores parceiros em vários países, a empresa oferece as melhores soluções biológicas e naturais ao mercado. Desde 2023, a BIOTROP integra o Grupo BioFirst, líder global em tecnologias biológicas e naturais, com presença em mais de 70 países. Mais informações: https://biotrop.com.br/

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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