Baixa pressão, VCAN e ZCIT reforçam instabilidades no Sul e Sudeste, enquanto Centro-Oeste, Norte e Nordeste entram na rota de chuvas intensas e risco de alagamentos; INMET emite alerta de perigo
A sexta-feira (20) será marcada por instabilidade generalizada em grande parte do território nacional, com destaque para temporais no Sul e Sudeste e avanço de chuva forte sobre áreas do Centro-Oeste e Nordeste. A combinação de sistemas meteorológicos — incluindo uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina, cavado em médios níveis, Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — cria um cenário favorável à formação de nuvens carregadas, rajadas de vento e elevados acumulados de precipitação.
De acordo com a previsão divulgada pela Climatempo, o aumento das instabilidades ocorre já nas primeiras horas do dia em várias regiões, com tendência de intensificação entre o fim da manhã e o período da tarde, quando o calor e a circulação de umidade ampliam o potencial de temporais.
Ao mesmo tempo, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas de chuvas intensas válidos ao longo desta sexta-feira, com diferentes níveis de severidade em diversas áreas do país .
Alertas do INMET: de perigo potencial a risco elevado
O INMET publicou aviso de Perigo Potencial para chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos de 40 a 60 km/h, indicando baixo risco de corte de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas .
Já outro alerta classificado como Perigo prevê volumes ainda mais expressivos, com chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, além de rajadas que podem variar de 60 a 100 km/h, aumentando o risco de transtornos urbanos e danos estruturais .
Os avisos são válidos ao longo do dia 20 de fevereiro, com início às 00h01 e término às 23h , abrangendo áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste, incluindo regiões como Triângulo Mineiro, Centro Goiano, Vale do Rio Doce, Zona da Mata, partes do Tocantins, Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Amazonas, entre outras .
O instituto orienta que, em caso de rajadas, a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres de transmissão e desligue aparelhos elétricos, além de buscar informações junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193) .
Sul e Sudeste concentram risco de temporais
Na Região Sul, a atuação da baixa pressão e do cavado em médios níveis favorece pancadas moderadas a fortes, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, além do norte e da Serra do Rio Grande do Sul . Há risco de temporais entre o leste e a faixa litorânea do Paraná e de Santa Catarina, com possibilidade de rajadas entre 40 e 70 km/h em pontos isolados .
No Sudeste, a chuva ganha força principalmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com risco de temporais no interior mineiro, Zona da Mata e áreas serranas fluminenses . Em São Paulo, as pancadas tendem a se concentrar no interior, sul e extremo leste do estado, com potencial para chuva moderada a forte ao longo da tarde .
Centro-Oeste sob influência do calor e da umidade
No Centro-Oeste, o padrão é de manhã mais firme em algumas áreas, mas com aumento das pancadas a partir do fim da manhã e início da tarde, impulsionado pelo calor e pela elevada umidade disponível na atmosfera . Goiás, Distrito Federal e leste de Mato Grosso estão entre as áreas com risco de temporais, enquanto Mato Grosso do Sul também pode registrar chuva forte em grande parte do estado .
Nordeste e Norte com chuva forte no interior
No Nordeste, as instabilidades se intensificam principalmente no Maranhão, Piauí, Bahia e interior do Ceará, com risco de temporais associados ao VCAN e à ZCIT . A faixa litorânea da Bahia também pode registrar pancadas fortes ao longo do dia.
Já na Região Norte, a umidade elevada favorece chuva moderada a forte no Pará, Tocantins, Acre e partes do Amazonas, com risco de temporais isolados em áreas do Tocantins, Acre e sul do Pará .
Impactos e atenção redobrada
Com acumulados que podem alcançar até 100 mm em 24 horas em áreas sob alerta de perigo e rajadas que podem chegar a 100 km/h, o cenário exige atenção especial, sobretudo em regiões já vulneráveis a alagamentos e deslizamentos.
A orientação é acompanhar atualizações oficiais ao longo do dia e evitar deslocamentos desnecessários durante tempestades mais intensas. O avanço das instabilidades reforça que o verão segue ativo, com sistemas atmosféricos típicos da estação mantendo o Brasil sob influência de calor, umidade e episódios frequentes de chuva forte.
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