Fenômenos de grande escala perdem força, ampliando a irregularidade das chuvas no Brasil e aumentando a vulnerabilidade de soja, milho e café no primeiro trimestre.
O cenário climático global entra em 2026 marcado por uma fase de transição que amplia a variabilidade do tempo e diminui a previsibilidade para o Hemisfério Sul. A La Niña fraca deve perder intensidade ao longo do verão, com retorno à neutralidade previsto para março. Esse regime intermediário ajuda a explicar a alternância entre extremos localizados e períodos secos.
Mais informações sobre tendências climáticas estão no relatório “Perspectivas para Commodities 2026” da StoneX. A analista Carolina Giraldo aponta que o primeiro trimestre terá calor acima da média e maior demanda hídrica. O aumento da evapotranspiração exige atenção ao café, que pode ter a eficiência reduzida na frutificação.
Na América do Sul, a má distribuição temporal das chuvas dificulta o estabelecimento de lavouras de soja e milho. O Centro-Oeste brasileiro concentra riscos, com sinal de precipitações abaixo da média no centro-norte de Mato Grosso, Goiás e Matopiba. Fevereiro é o mês crítico: déficits temporários podem comprometer a emergência e o vigor do milho safrinha. Com temperaturas elevadas, o risco de quebra aumenta se houver atrasos na semeadura. A recomendação é a gestão ativa e acompanhamento fino da distribuição das chuvas além das médias históricas.