USDA em Pequim estima importação chinesa de 108 milhões de t de soja

O volume é 2 milhões de toneladas maior do que a estimativa para 2025/26 e reflete a expectativa de aumento moderado na demanda da indústria de ração por farelo de soja.

São Paulo, 23 – A China deve importar 108 milhões de toneladas de soja no ano comercial 2026/27, de acordo com a representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim. O volume é 2 milhões de toneladas maior do que a estimativa para 2025/26 e reflete a expectativa de aumento moderado na demanda da indústria de ração por farelo de soja, disse a agência em relatório.

No caso do farelo, o USDA disse que o forte crescimento da demanda do setor avícola, assim como a expansão da aquicultura, deve compensar o ritmo mais fraco da demanda do setor de suínos, que vem registrando queda no número de matrizes e um processo de consolidação de mercado.

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O USDA em Pequim observou também que a demanda doméstica por óleos comestíveis está se enfraquecendo, à medida que a população chinesa começa a diminuir e os padrões alimentares mudam. Além disso, “a redução das tarifas da China sobre a canola e o farelo de canola do Canadá deve levar à retomada das importações, o que pode reduzir a demanda por oleaginosas e farelos concorrentes.”

O esmagamento de soja deve totalizar 103,5 milhões de toneladas em 2026/27, aumento de 500 mil toneladas ante a estimativa para 2025/26, segundo o USDA em Pequim. O escritório estimou o consumo doméstico 127 milhões de toneladas em 2026/27 ante 126 milhões em 2025/26.

Milho

A produção chinesa de milho na temporada 2026/27 deve somar 305 milhões de toneladas, de acordo com a representação do USDA em Pequim. O volume representa aumento de 1,25% em relação à estimativa para 2025/26, de 301,24 milhões de toneladas, devido à expectativa de melhores rendimentos, disse o USDA em relatório.

A representação do USDA afirmou que o consumo doméstico de milho em 2026/27 deve ser de 323 milhões de toneladas, ante 322 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. O uso para ração em 2026/27 foi projetado em 241 milhões de toneladas, ante 240 milhões de toneladas no ciclo anterior. Esse aumento deve ser impulsionado pelo retorno ao maior uso de milho nas rações, afirmou o USDA em Pequim, acrescentando que a demanda do setor avícola será o principal motor de crescimento em 2026/27.

A projeção para as importações chinesas de milho em 2026/27 é de 8 milhões de toneladas, sem variação ante 2025/26. O USDA disse que políticas comerciais, incluindo tarifas retaliatórias, continuam gerando incertezas para as importações. Além disso, a China segue promovendo maior produção doméstica por meio de ganhos de produtividade, e o governo deve continuar desestimulando as importações de milho e grãos alternativos para proteger os interesses dos produtores locais, afirmou o escritório.

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