A receita líquida somou R$ 940,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 8,2% ante os R$ 868,9 milhões do 3T25 reapresentado.
São Paulo, 25 – A Zilor Energia e Alimentos registrou prejuízo líquido de R$ 32,7 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado em 31 de dezembro de 2025, revertendo o lucro de R$ 10,7 milhões apurado no igual período da safra anterior. A margem líquida foi negativa em 3,5%, ante margem positiva de 1,2% um ano antes.
Segundo a companhia, maiores receitas líquidas de etanol e energia no período, com contribuição da Unidade Salto Botelho (USB), compensaram apenas parcialmente o impacto da variação negativa no valor justo do ativo biológico (efeito não caixa), além de maiores custos atribuídos à entrada da USB. A unidade registrou lucro líquido de R$ 9,0 milhões no trimestre.
A receita líquida somou R$ 940,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 8,2% ante os R$ 868,9 milhões do 3T25 reapresentado.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 338,0 milhões, alta de 19,5% na comparação anual, com margem de 35,9%, avanço de 3,4 pontos porcentuais. A USB contribuiu com R$ 35,8 milhões para o indicador no trimestre.
O Ebit ajustado totalizou R$ 147,4 milhões, avanço de 21,7%, com margem de 15,7%, 1,8 ponto porcentual superior à do mesmo período do ciclo anterior
Operação
A moagem de cana atingiu 2,7 milhões de toneladas no trimestre, crescimento de 39,0% ante o terceiro trimestre do ciclo anterior. A produtividade medida por TCH (toneladas por hectare) ficou em 56,2 t/ha, queda de 5,2%, enquanto o ATR foi de 141,3 kg por tonelada, retração de 5,7% na comparação anual. O volume de energia exportada somou 166,3 mil MWh no terceiro trimestre de 2025/26, recuo de 2,6% frente ao mesmo período da safra anterior.
Nove meses
No acumulado dos nove primeiros meses da safra 2025/26, a companhia apurou lucro líquido de R$ 405,5 milhões, mais que o dobro dos R$ 183,2 milhões registrados um ano antes. A margem líquida avançou para 14,8%, ante 7,7%. A receita líquida totalizou R$ 2,739 bilhões, crescimento de 15,4%, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 1,188 bilhão, alta de 21,8%, com margem de 43,4%. A moagem acumulada alcançou 12,7 milhões de toneladas, avanço de 20,1% na comparação anual
O resultado dos nove meses foi afetado positivamente por receitas não recorrentes de R$ 354 milhões relacionadas ao ganho de capital e baixa de ativos intangíveis da Biorigin, registradas em outras receitas operacionais.
Endividamento
Em 31 de dezembro de 2025, a dívida líquida totalizava R$ 1,777 bilhão, redução de 14,6% ante um ano antes. A alavancagem, medida pelo indicador dívida líquida/Ebitda, ajustado caiu para 1,35 vez, ante 1,96 vez em dezembro de 2024. A companhia encerrou o período com R$ 1,9 bilhão em caixa e equivalentes, destacando posição confortável de liquidez.