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Hora de fechar os animais e a pergunta que sempre fica com as flutuações que o mercado apresenta é: Terei lucro no confinamento esse ano? A resposta você confere nessa reportagem.

A fazenda com maior confinamento de bois do Brasil fica em Nova Crixás, região noroeste de Goiás . Ela fechou só este mês 30 mil cabeças para começar a temporada de engorda. O pecuarista está mais confiante este ano com o preço da arroba.

“A gente chegou a vender boi no ano passado a 115 reais né, agora está oscilando entre 125 e 130, isso muito em função da oferta de boi de pasto nessa época do ano”, comenta o gerente de agricultura e recria da fazenda.

No ano passado a fazenda engordou 89 mil animais. Este ano deve passar das 100 mil cabeças. Para isso o confinamento foi reestruturado. Só de milho os animais vão consumir em 2018 um milhão de sacas.

O milho e a silagem foram estocados para garantir alimento e evitar que uma alta no custo da ração comprometa o lucro na venda da arroba.

“Hoje nosso custo de produção chega a 110 reais a arroba. O boi vai ficar aproximadamente três meses, onde ele ganha oito arrobas no total durante o confinamento”, diz o zootecnista encarregado de nutrição do confinamento.

No levantamento feito pela Associação Nacional dos Confinadores – Assocon, Goiás deve engordar 952 mil animais, 7% a mais que no ano passado. Mais da metade dos pecuaristas já garantiu a venda dos lotes aos frigoríficos.

A engorda do gado também já começou em Mato Grosso. Em uma fazenda em Cáceres, no oeste do estado, foram confinados 2.600 animais. A mesma quantidade do primeiro fechamento feito no ano passado. O que tem preocupado o criador é o aumento no custo da ração.

“Na faixa de 5 a 8% de custo adicional ao custo do ano passado”, declara Wallace Antunes, pecuarista.

O milho é o item que mais pesa, por isso, o criador se antecipou e comprou ainda no ano passado, cerca de 70% do cereal que vai usar na ração. Em 2017 foram confinados no estado, pouco mais de 700 mil animais. A expectativa é que agora o número se mantenha.

Em outra fazenda, em Barra do Bugres, o espaço para engorda está vazio. O aumento nos preços do farelo de soja e do milho, tem feito o pecuarista deixar o rebanho mais tempo no pasto.

Os animais estão sendo tratados no semiconfinamento. Onde também comem ração, mas em volumes menores. “Nós dependemos muito do milho e da soja, então subiu muito e nesse meio tempo o boi baixou, então a gente tira o pé e alivia para ver o que vai acontecer, comenta Primo Menegalli, pecuarista.

Outro criador tem aumentado o rendimento dos animais investindo em pastagens melhores. Ele engorda dez mil bois por ano num sistema de rodízio de pastos e um complemento de ração concentrada.

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“Produzimos um animal com o mesmo ganho de peso diário do confinamento, só que ao invés de produzir silagem, nós temos pastos de ótima qualidade, que você acaba conseguindo diminuir mais ainda os custos da arroba produzida”, explica Renê Junqueira Barbour, pecuarista.

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Com informações do Globo Rural.

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