Boiada gorda faz nova rodada de alta; Nova onda de valorização da arroba é registrada nas praças brasileiros, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.
Nesta quarta-feira, o mercado físico do boi gordo registrou uma nova rodada de alta entre algumas das principais praças pecuárias do Brasil, informa a IHS Markit.
“Em quase todo o País, a chegada de lotes de animais terminados nos confinamentos permitiu uma posição mais confortável por parte das indústrias”, destaca a consultoria, acrescentando que as escalas de abate evoluíram e atualmente atendem, em média, sete dias. Mesmo assim, com o avanço da oferta, os preços da arroba seguem firmes e não deve haver espaço para ajustes negativos no curto e médio prazos, prevê a IHS Markit.
Porém, os preços altos dos animais de reposição, que atingem patamares recordes neste ano – além do aumento nos custos com a nutrição animal – continuam interferindo nas decisões de alojar mais animais nos confinamentos nos próximos meses, o que deve manter apertada a oferta de gado para abate.
“Ao longo dos próximos meses, a oferta de gado deve se manter abaixo da demanda, sustentando as cotações da boiada gorda firmes em todo o Brasil”, acrescenta a consultoria.
Na última quarta-feira (19/8), a cotação do boi gordo subiu em 18 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. Na média de todas as praças pesquisadas, a alta foi de 0,8% na comparação dia a dia, o que representa R$2,00 a mais por arroba. Destaque para o Sul da Bahia, onde arroba chegou a R$ 239,50 com prazo de 30 dias para pagamento.
Segundo o app da Agrobrazil, foram registradas novas altas nas principais praças do Brasil, o destaque ficou para São Paulo, que fechou com uma média de R$ 231,58/@. Já o Indicador do Cepea, chegou a R$ 227,20/@.
Segundo informado no aplicativo, pecuarista de Mococa/SP, registrou negócios no valor de R$ 235/@, à vista e abate para o dia 27 de agosto, todos os animais são padrão exportação!
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Giro pelo país
Nesta quarta-feira, os ajustes positivos na arroba se concentraram nas praças da região Norte e Nordeste do País, de acordo com levantamento diário da IHS Markit.
No Tocantins, a oferta restrita de animais tem emplacado forte pressão altista nas cotações. Os preços voltaram a registrar ajustes positivos no dia de hoje.
No Pará, para conseguir comprar matéria prima, os frigoríficos também tiveram que pagar mais caro pela arroba da boiada gorda.
Na Bahia, o mercado do boi gordo se mantém sob forte viés altista. Houve registro de negócios efetuados a R$ 236/@ para o boi gordo e R$ 227/@ para a vaca gorda (praça Feira de Santana), os maiores preços entre todas as praças produtivas do País, compara a IHS Markit (veja abaixo as cotações atuais nas principais praças pecuárias do País).
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Atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes na segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “A expectativa é para avanços dos preços durante a primeira quinzena de setembro. Importante destacar que outras regiões também retomam suas atividades, o que favorece a normalização da demanda”, aponta.
Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.
Com informações da IHS Markit, Scot Consultoria, Agrobrazil, Portal DBO e Agência Safras