Fundada em 1729, a Petribu é a usina de cana mais antiga do mundo em atividade. Descubra como esta empresa familiar une tradição e tecnologia em PE.
Localizada no município de Lagoa do Itaenga, na Zona da Mata de Pernambuco, a Usina Petribu ostenta um título que atravessa séculos de história e desenvolvimento agroindustrial. Fundada originalmente em 1729, a unidade é reconhecida hoje como a usina de cana mais antiga do mundo ainda em atividade.
O que começou como um modesto engenho familiar transformou-se, ao longo de quase 300 anos, em um complexo que une a tradição de oito gerações à tecnologia de ponta no setor sucroenergético. Siga a leitura e acompanhe o Compre Rural, aqui você encontra informação de qualidade para fortalecer o campo!
A origem da usina de cana mais antiga do mundo
A história deste marco do agronegócio começa no século XVIII, quando Cristóvão Cavalcanti de Albuquerque deixou a região de Igarassu para se estabelecer às margens do Rio Capibaribe. Com o objetivo de perpetuar a atividade aprendida com seus pais, ele ergueu um pequeno engenho de madeira movido por força animal. O local foi batizado com o termo tupi-guarani “potyraybu”, que evoluiu foneticamente para Pitribú e, posteriormente, Petribu.
Pesquisas acadêmicas dos professores doutores Jorge Paes Barreto Neto e Tácito Luiz Cordeiro Galvão confirmam que, já em 1729, o nome Pitribú era utilizado, consolidando a fundação do que viria a ser a usina de cana mais antiga do mundo. Naquela época, a produção focava no açúcar bruto, sob o comando pioneiro de Cristóvão.
Da tração animal à era do vapor
A resiliência e a capacidade de adaptação são marcas registradas da família controladora. Em 1909, sob a gestão do Coronel João Cavalcanti de Petribú — sétimo descendente do fundador e o primeiro a adotar o nome do engenho como sobrenome de família —, o negócio passou por sua revolução mais significativa.
Visionário, o Coronel João importou maquinário da Alemanha e construiu uma malha ferroviária própria para escoar a produção e absorver a cana de engenhos vizinhos que não haviam se modernizado. Em 29 de setembro de 1909, ocorreu a primeira safra sem o uso de tração animal nas moendas. Foi neste momento que o antigo engenho banguê se tornou oficialmente a Usina Petribu, mantendo vivo o legado da usina de cana mais antiga do mundo através da inovação industrial.
Liderança feminina e sustentabilidade na usina de cana mais antiga do mundo
Atualmente, a gestão da empresa está na oitava geração da família. A presidência executiva é ocupada por Daniela Petribú, a primeira mulher a comandar a companhia em três séculos de história. Sob sua liderança, a usina não apenas preserva seu passado, mas investe pesadamente no futuro. A Petribu destaca-se hoje pelo compromisso com a sustentabilidade, utilizando subprodutos da cana para geração de energia e irrigação, provando que a longevidade empresarial no agronegócio depende da harmonia com o meio ambiente.
A importância cultural e econômica da empresa foi reconhecida até pelo sociólogo Gilberto Freyre, que em 1984 destacou no Diario de Pernambuco o “espírito solidarista” dos Petribús e o “carinho e cuidado pela natureza” que a família mantém. Assim, a Petribu segue operando não apenas como uma indústria, mas como um patrimônio vivo da história do açúcar global.
Escrito por Compre Rural
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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