Descubra os maiores pecuaristas famosos de 2025. Veja por que Leonardo lidera o rebanho e Gusttavo Lima foca na soja
Esqueça a imagem romântica do cantor sertanejo que apenas acumula terras e gado por vaidade ou tradição. Em 2025, a realidade da pecuária brasileira impôs um “choque de gestão” nos currais das celebridades. Com a escalada nos custos de produção e a valorização recorde das commodities agrícolas, o ranking dos maiores pecuaristas famosos sofreu uma reviravolta histórica. O mercado separou definitivamente quem encara a criação de gado como um negócio de alta performance daqueles que preferiram migrar seus investimentos para a segurança da soja ou do mercado imobiliário.
Mapeamos a seguir quem são os artistas que realmente seguraram o “tranco” da pecuária este ano, detalhando números, valores e estratégias que definem os novos reis do gado.
Leonardo: A consistência da Fazenda Talismã
No topo da lista de quem mantém uma operação pecuária ativa e comercial, o cantor Leonardo permanece como a referência máxima de estabilidade. Diferente de muitos colegas que oscilam conforme o mercado, Leonardo transformou a histórica Fazenda Talismã, em Jussara (GO), em um modelo de eficiência produtiva. Em uma área de aproximadamente 1.000 hectares, o cantor mantém um rebanho estimado em 5.000 cabeças, segundo dados cruzados do portal Compre Rural e do Lance Rural.
A estratégia ali não é apenas volume, mas rotatividade: com uma infraestrutura de lazer e confinamento avaliada em mais de R$ 60 milhões, a fazenda foca na recria e engorda intensiva, garantindo giro rápido de capital junto aos frigoríficos, além de sustentar um plantel de elite que movimenta cifras milionárias nos leilões anuais do cantor.

Zé Neto: A aposta milionária na genética
Representando a nova geração, Zé Neto (da dupla com Cristiano) prova que, em 2025, ter o “maior rebanho” pode significar qualidade genética em vez de apenas quantidade no pasto. O cantor se consolidou como um investidor técnico, fugindo do gado comercial comum para focar na valorização da raça Nelore Pintado.
Suas propriedades no Tocantins e interior de São Paulo funcionam hoje como vitrines tecnológicas. A prova desse sucesso veio nos leilões recentes transmitidos pelo Canal Rural, onde animais ligados ao projeto do cantor alcançaram valorizações recordes, com fêmeas tendo cotas negociadas a valores que projetam o animal acima de R$ 1 milhão. Zé Neto, portanto, aposta no “boi de laboratório” e na pista de julgamento, um mercado de nicho e altíssima rentabilidade.

Gusttavo Lima: O gigante da terra (e não do boi)
É fundamental corrigir um equívoco comum disseminado na mídia: embora Gusttavo Lima seja, possivelmente, o artista com maior patrimônio fundiário atual, ele não lidera o ranking de rebanho bovino. O “Embaixador” protagonizou uma das maiores compras de 2024/2025 ao adquirir uma propriedade monumental de 39.000 hectares no Mato Grosso, avaliada em cerca de R$ 275 milhões, conforme apurado pelo portal Agro em Campo.
No entanto, a vocação dessas terras é predominantemente agrícola. A estratégia de Gusttavo foca na produção de soja e milho em larga escala, aproveitando a topografia e o clima da região. O gado existente na propriedade serve ao manejo e consumo, não configurando a atividade principal de receita. Portanto, Gusttavo é um gigante do Agro, mas seu “rebanho” principal hoje são as sacas de grãos.

As Grandes Saídas: O fim do ciclo para Amado Batista e Ratinho
Para entender o desenho da pecuária famosa em 2025, é preciso olhar também para quem saiu do jogo. O ano foi marcado pela retirada estratégica de dois antigos “barões”. Amado Batista, que por décadas ostentou estimativas de 25.000 cabeças, realizou a venda de suas fazendas Sol Vermelho e Buritizal (MT). A operação, noticiada pela Forbes Agro e Correio do Estado, movimentou cerca de R$ 350 milhões na modalidade “porteira fechada”, transferindo cerca de 20.000 animais para o grupo comprador e tirando o cantor do topo do ranking de volume.
Caminho semelhante seguiu o apresentador Ratinho. Em entrevista ao Jornal Berrante, Carlos Massa foi transparente ao afirmar que a “conta do boi não fechou” diante da pressão da indústria frigorífica. O comunicador confirmou a venda de seu rebanho comercial para focar exclusivamente na produção de soja, café e madeira em suas fazendas no Acre e Paraná. O movimento desses gigantes confirma a tese de 2025: criar gado exige vocação, e muitos preferiram realizar o lucro para investir em setores de retorno mais rápido.
Escrito por Compre Rural
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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