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Frigoríficos estão com 40% de capacidade ociosa

Frigoríficos se ajustam a queda na demanda por carnes e capacidade ociosa das indústrias passa de 5% para 40%. Impacto acontece no preço da arroba.

Com a redução no consumo de proteínas animais, as indústrias frigoríficas optaram por reduzir o volume de abate e algumas deram férias coletivas para os funcionários.  Por outro lado, as exportações de carne estão ajudando as empresas a escoar a produção. 

De acordo com o Presidente da Associação Brasileira Frigoríficos (ABRAFRIGO), Péricles Salazar, o cenário atual está impactando a demanda por proteínas animais de modo geral. “As políticas adotadas por diversos estados reduzindo parcialmente as atividades do comércio, isso fez com bares e restaurantes parassem de consumir carne”, relata. 

Com ajuste, relação entre oferta e demanda segue equilibrada e com poucas alterações nos preços da @. No entanto, se isolamento persistir novos ajustes serão feitos, inclusive em preços, diz Abrafrigo.

A população fez um estoque de alimentos no início do isolamento, mas esse ritmo de compras vem reduzindo nos últimos dias. “A grande parte do consumo de carne bovina é no mercado interno. Nós estamos aguardando que tenha uma reversão para vislumbrar um consumo melhor”, aponta. 

A liderança ressalta que é muito difícil estimar um percentual de queda no consumo, mas que a capacidade de abate dos frigoríficos reduziu. “Eu diria que os frigoríficos têm uma ociosidade em torno de 40% e o normal é que a capacidade fique na média de 95%”, destaca. 

Com relação aos estoques, Salazar explica que não se pode formar estoques do produto que implica em um capital de giro elevado. “Não se pode formar estoques para não prejudicar o capital e as indústrias não sentem conforto em fazer isso”, comenta. 

Após a redução de casos novos do coronavírus na China, a tendência é que as compras por proteínas animais continue aumentando. “Os chineses estão voltando com mais intensidade o que vai ajudar os frigoríficos Brasileiros que estão habilitados para exportar”, diz.

Fonte: Notícias Agrícolas

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