Colhedora de algodão de gigante chinesa de máquinas agrícolas é vista fazendo testes em lavouras de algodão do Brasil; empresa deve expandir negócios no Mato Grosso
O mercado cotonicultor do Brasil está em grande crescimento e se encontra em quarto lugar entre os maiores produtores mundiais. O produto final se destina principalmente para a indústria têxtil, que precifica o produto de acordo com a qualidade da fibra. Assim, é necessário conservar a produção com o mínimo de interferência de resíduos externos e perdas na colheita.
Mato Grosso está em primeiro no ranking nacional. Cerca de 75% da produção estadual é destinada para a exportação e a China é o principal mercado comprador.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial de algodão deverá aumentar 6%, ligeiramente acima da média de quatro anos, atingindo 119,4 milhões de fardos na safra 2021/2022 (agosto-julho). Os principais países produtores de algodão incluem os EUA, China, Índia e Brasil. Esses países respondem por aproximadamente 73% da produção mundial total de algodão. A crescente produção de algodão está aumentando a demanda por máquinas colheitadeiras de algodão.
A colhedora de algodão é a melhor escolha de equipamento quando se deseja tornar-se um cotonicultor, pois ela colhe o algodão da cápsula em vez de arrancar toda a planta junto com folhas e vapores. Assim, o aumento da demanda por algodão em todo o mundo alimentou a produção de algodão, o que impulsiona ainda mais a demanda por colhedores.

Estima-se que a crescente adoção de automação e tecnologia para facilitar a produção e a colheita alimentará o mercado de colheitadeiras de algodão. A colhedora de algodão oferece inúmeras vantagens como a máquina aumenta o rendimento e a produtividade, pois pode colher o algodão em vários intervalos de tempo e a máquina causa menos danos às lavouras. A colheita mecânica realizada com colheitadeira de algodão é amplamente empregada nos EUA, Europa, Austrália, Brasil, etc.
Pensando nisso a Boshiran, considerada a maior fábrica de colhedora de algodão da China, deve expandir seus negócios no Brasil. As primeiras máquinas estão fazendo testes em lavouras no Mato Grosso. O anúncio havia sido feito em julho deste ano por representantes da empresa da China na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso. De acordo com a Famato, a sede da companhia fica na região de Xinjiang que concentra 80% da produção de algodão chinesa.
Confira o vídeo:
As máquinas que foram enviadas ao Brasil é do tipo Cotton Picker. As colhedoras do tipo picker tem por característica retirar apenas o algodão em caroço dos capulhos abertos, sem puxar as casquinhas, para isso há o auxílio dos fusos em rotação. Em seguida ele é desprendido dos fusos com desfibradores de borracha, conhecidos como doffer, e levado para o cesto armazenador da máquina por correntes de ar.
Dessa forma, o sistema de fusos desta colhedora extrai de forma seletiva o algodão dos capulhos abertos da planta, mas sem puxar as cascas.

O próprio CEO da empresa, Zhikui Quian, se comprometeu com o AgriHub a enviar duas colheitadeiras para serem testadas. “Esse mercado é importante para a Boshiran e o Brasil. Temos muita pesquisa e a nossa patente é forte”, disse CEO. “Fazemos pesquisa para tudo, temos peças de reposição e serviços para oferecer suporte aos clientes.”
A companhia existe desde 2009 e já desenvolveu quase 130 patentes próprias, entre elas estão pulverizadores, plantadeiras e colheitadeiras. Além disso, a empresa possui quatro centros de pesquisa e desenvolvimento em quatro cidades chinesas.

“A China é um mercado em potencial para Mato Grosso”, disse Normando Corral, presidente da Famato. “Para nós é importante conhecer as oportunidades que existem em maquinários agrícolas. Sabemos sobre a demanda por alimentos dos chineses e o potencial que temos em atendê-los com a produção que desenvolvemos no estado.”
No site da empresa chinesa é possível ver que no anúncio da colhedora há o seguinte lema – “Preços competitivos e alto desempenho”.
Aqui no Brasil a chinesa encontrará a concorrência da John Deere e Case IH. Ambas as marcas detém uma grande parcela de mercado no Brasil, com destaque para a verdinha da John Deere. A colhedora de Algodão CP690 é o que há de mais avançado em solução de colheita de algodão.

Não é só a China que está de olho no mercado de máquinas agrícolas brasileiro. Recentemente um mega trator ‘faz tudo’, medalha de ouro na Agritechnica 2022, chegou ao Brasil para testes. A operação da máquina foi registrada no Mato Grosso e Oeste da Bahia.
O NEXAT System Tractor, um veículo de transporte que que pode ser usado para todos os trabalhos, desde a lavoura e semeadura até a pulverização e colheita. Em vez do transporte convencional, são transportados os implementos para lavoura e cultivo. Isso leva a uma maior eficiência em comparação com as combinações de trator e implemento rebocado.
E aí, será que a marca vai “vingar” no Brasil? Só o tempo dirá.
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