Goiaba é fonte de renda garantida para produtor em cidade paulista que é polo produtor da fruta

Com liderança absoluta de Jaboticabal e suporte técnico da CATI, o estado de São Paulo projeta colheita de 128 mil toneladas em 2025, consolidando que a goiaba é fonte de renda estratégica para o agronegócio paulista

A fruticultura paulista vive um momento de consolidação estratégica, reafirmando sua hegemonia no cenário nacional. Segundo os dados mais recentes do levantamento de safra 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a goiaba é fonte de renda em franca expansão no estado, que hoje se posiciona como o principal polo produtor da fruta no Brasil.

O fenômeno é puxado pela região de Jaboticabal, no interior paulista, que combina um parque industrial moderno à expertise da agricultura familiar para dominar tanto o mercado de mesa quanto o de processamento.

Jaboticabal: O epicentro onde a goiaba é fonte de renda nacional

Os números traduzem uma superioridade avassaladora da regional de Jaboticabal frente aos demais polos produtores. Enquanto o estado de São Paulo projeta uma colheita robusta, Jaboticabal isola-se na liderança: apenas nesta região, a produção destinada à indústria — que abastece fábricas de doces, sucos e polpas — ultrapassou a marca de 75 mil toneladas em 2025.

A disparidade competitiva é tamanha que o volume processado em Jaboticabal chega a ser 15 vezes superior ao de Araraquara, a segunda região mais relevante no setor industrial. No segmento de frutas “in natura” (goiaba de mesa), a força local também é evidente, com mais de 24 mil toneladas colhidas. Segundo o Levantamento Censitário Lupa, a região conta com 549 propriedades dedicadas à cultura, provando que a goiaba é fonte de renda capilarizada, sustentando centenas de famílias rurais.

Radiografia da Safra 2025: Indústria e mesa em patamares recordes

O avanço da cultura em solo paulista não se limita à produtividade imediata, mas aponta para um crescimento sustentável nos próximos anos, conforme detalha o estudo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

  • Segmento Industrial: O estado contabiliza hoje 953,4 mil pés em produção, com um aporte significativo de 215,2 mil novos pés (plantios jovens). A estimativa global é de uma colheita de 83 mil toneladas.
  • Segmento de Mesa: O cultivo de mesa registra 579,5 mil pés produtivos e 28,9 mil novos pés, com previsão de entrega de 45,5 mil toneladas ao mercado consumidor.

Para o técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, Francisco Maruca, o sucesso da região é fruto de um “modelo produtivo resiliente”. Ele destaca que a integração entre condições climáticas privilegiadas e uma estrutura agroindustrial idônea cria o ambiente perfeito para que a goiaba seja fonte de renda segura e de alta qualidade.

O fator CATI: Por que a goiaba é fonte de renda técnica e sustentável

A estabilidade econômica da cultura no interior paulista está diretamente ligada ao suporte técnico governamental. A CATI atua na ponta, orientando produtores sobre manejo de solo, adubação de precisão, irrigação estratégica e, principalmente, o controle fitossanitário para pragas e doenças.

O produtor José Donizete de Grande, com mais de 30 anos de experiência em Cândido Rodrigues, é prova viva dessa evolução. Ele enfatiza que a goiaba é fonte de renda para quem investe em profissionalização. “Frutos de qualidade sempre encontram mercado que deixa margem, mas é preciso conhecimento profundo”, afirma.

Um dos grandes marcos citados por Donizete é a introdução da variedade tailandesa Suprema, apresentada pela CATI em 2009. Essa tecnologia genética revolucionou a competitividade das lavouras, oferecendo frutos com melhor padrão comercial e maior aceitação nas gôndolas e indústrias. Com essa base técnica, o setor se fortalece como um pilar estratégico do agronegócio paulista, garantindo que a goiaba continue a ser o “ouro rosado” do interior de São Paulo.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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