Instituto projeta forte contraste climático no país até 1º de junho; enquanto o Norte enfrenta acumulados históricos, Centro-Oeste e interior nordestino sofrem com baixa umidade e estiagem
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a sua mais recente previsão climática para o período entre 25 de maio e 1º de junho, apontando para um cenário de fortes extremos no território nacional. O destaque do boletim meteorológico é a projeção de chuvas acima de 200 mm na região extremo-norte do país.
Em forte contraste, o padrão de bloqueio atmosférico garante tempo firme, com ar seco e baixos índices de umidade, avançando sobre vastas áreas do Centro-Oeste, o interior do Nordeste e partes de Minas Gerais.
Região Norte concentra a projeção de chuvas acima de 200 mm
De acordo com o modelo numérico oficial do Inmet, os maiores acumulados de precipitação desta semana estarão localizados em estados da Região Norte. Os produtores rurais do Amapá, Roraima, além da porção norte do Amazonas e do Pará, devem ficar em alerta máximo.
Nas regiões paraenses do Baixo Amazonas e Marajó, assim como no centro-norte do Pará, as chuvas acima de 200 mm podem ocorrer ao longo dos próximos dias, demandando atenção redobrada nas operações de campo.
- Distribuição irregular: Nas outras áreas do Pará e Amazonas, o volume de água deve chegar a cerca de 80 mm de forma mais espaçada.
- Acre e Rondônia: As precipitações serão isoladas.
- Tempo seco: A metade sul de Rondônia, o estado do Tocantins e o sudeste do Pará vão no sentido oposto, enfrentando tempo firme e umidade relativa do ar desabando para a casa dos 30%.
Nordeste e Centro-Oeste: predominância de estiagem
Na Região Nordeste, o padrão de chuvas continua restrito à faixa litorânea. O noroeste do Maranhão lidera os volumes esperados, podendo registrar até 80 mm. As pancadas também alcançam a costa da Bahia (até 40 mm) e, de forma mais isolada, o litoral do Piauí e Ceará. No entanto, o Agreste e o Sertão consolidam a estiagem sazonal típica, com o interior do Piauí vendo a umidade do ar cair para menos de 30%.
No Centro-Oeste, os volumes de água serão muito tímidos. Apenas o Mato Grosso do Sul deve receber algumas pancadas isoladas e mais fortes, reflexo da passagem de frentes frias vindas do Sul do país. Enquanto isso, Mato Grosso, Distrito Federal e a porção norte de Goiás amargam dias de tempo totalmente firme e seco.
Enquanto Norte espera chuvas acima de 200 mm, Sul e Sudeste têm instabilidade passageira
O Sul e parte do Sudeste terão dinâmicas climáticas diferentes das demais regiões, com precipitações mais localizadas e restritas ao início do período analisado pelo Inmet.
No Sudeste, o começo da semana traz chuvas fortes para o sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Contudo, a partir de quarta-feira (27), a massa de ar seco ganha força nessas localidades, derrubando a umidade. As instabilidades então migram para o Espírito Santo, Vale do Rio Doce e Zona da Mata mineira. O centro-norte de Minas Gerais passará a semana inteira sem previsão de chuva.
Na Região Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná terão precipitações logo nos primeiros dias da semana, com volumes na casa dos 50 mm, focados no norte gaúcho, oeste catarinense e sul paranaense. Após esse evento, um bloqueio atmosférico impõe o retorno do sol. Uma nova frente de instabilidade só deve retornar ao oeste gaúcho no próximo sábado (30).
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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