Milho cai no físico mas recupera no futuro

Milho cai no físico mas recupera no futuro

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Foto: Divulgação

Cotações do cereal recuam no mercado físico, com compradores ainda retraídos, mas a recompra de contratos na B3 faz o preço dos vencimentos futuros avançarem fortemente.

Ainda sentindo os reflexos do dólar na casa dos R$ 5,30 e de compradores mais retraídos os preços do milho no mercado físico paulista recuaram mais uma vez na última sexta-feira, ficando abaixo dos R$ 59,00/sc em São Paulo. Na B3, o movimento do final da semana foi de recompra, com os compradores aproveitando a baixa dos últimos dias e voltando ao mercado, o vencimento setembro/20 fechou a última sexta-feira a R$ 57,43/sc, subindo 3,09%.

O mercado norte-americano continua animado com possíveis novas compras chinesas e de olho no relatório de oferta e demanda que sai nesta sexta-feira (11/09/2020), que poderia trazer dados mais altistas. O vencimento para setembro/20 na CBOT fechou o dia com alta de 0,80%, ficando cotado a US$ 3,47/bu.

Boi gordo

A última semana encerrou com menor movimentação dos players, o que é esperado dada a chegada do final de semana e o feriado ontem (07/09), apesar disso, a pressão altista continua dando força para as cotações da arroba em todo o território nacional. Com relação as escalas de abate, seguem apertadas nas principais praças, São Paulo pode ser considerada exceção, onde a linha de abate segue programação para 6,0 dias úteis.

Na B3, a sexta-feira foi de recuperação após os ajustes técnicos nos contratos futuros de boi gordo. O setembro/20, fechou o dia cotado a R$ 240,85, reajuste positivo de 1,07% na comparação diária. Já o outubro/20, encerrou em 241,15, alta de 1,58% ante a véspera.

Soja

Com dólar e preços em Chicago estabilizados, o mercado da soja brasileira ficou estabilizado na última sexta-feira, as cotações da oleaginosa nos portos brasileiros continuaram sendo negociadas acima dos R$ 136,00/sc. O farelo de soja segue se valorizando, pressionado pela escassez de grão no mercado interno, a cotação desse atingiu o recorde de R$ 1.842/t em Rio Verde/GO, maior valor da história.

Nos EUA, a oleaginosa variou positivamente 0,08% no vencimento setembro/20, fechando a última semana cotado a US$ 9,70/bu, o maior preço para um contrato corrente desde o dia 16/04/2019. O feriado do dia do trabalho nos EUA na segunda-feira deixou o mercado norte-americano menos movimentado na última sexta-feira.

Fonte: Agrifatto

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