Mistura de biodiesel pode chegar a 25% após autorização de testes oficiais

Nova portaria do MME define testes em duas fases para elevar a mistura de biodiesel no país, impulsionando a cadeia agropecuária e a sustentabilidade no campo

O governo brasileiro deu um passo estratégico para consolidar a transição energética e fortalecer a cadeia produtiva do campo. Por meio da Portaria Normativa MME nº 133/2026, publicada oficialmente nesta terça-feira (20), o Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou o início dos ensaios laboratoriais e práticos para avaliar a expansão do combustível renovável no país.

Com a medida, a mistura de biodiesel adicionada ao óleo diesel fóssil comercializado nos postos poderá saltar dos atuais 15% (B15) para até 25% (B25), marcando uma nova era para a mobilidade sustentável nacional.

Como funcionarão os testes oficiais para a nova mistura de biodiesel?

Integrada às diretrizes do programa federal Combustível do Futuro, a nova regulamentação estabelece um plano técnico rigoroso e faseado. O principal objetivo do comitê responsável é balizar os ensaios de desempenho, segurança operacional, emissões e estabilidade da nova mistura de biodiesel em motores, veículos rodoviários pesados, maquinários agrícolas e demais equipamentos industriais utilizados no território nacional.

De acordo com o cronograma estabelecido pelo MME, o processo de avaliação será fatiado em duas etapas distintas:

  • Primeira fase: Contempla as análises e validações técnicas do combustível com teor de até 20% (B20).
  • Segunda fase: Conduzirá os estudos avançados e testes de durabilidade para viabilizar com segurança o teto de 25% (B25).

Cooperação multissetorial e o impacto no agronegócio

A complexidade e a importância do projeto exigirão um esforço conjunto e unificado. Sob a coordenação das autoridades governamentais, o ecossistema de testes reunirá representantes do governo federal, universidades públicas e privadas, laboratórios de alta tecnologia, montadoras de veículos, distribuidoras de combustíveis e os próprios produtores de biocombustíveis.

Para o segmento do agronegócio, que fornece a matéria-prima majoritária para a fabricação do combustível (sobretudo por meio do processamento do óleo de soja e de gorduras animais), a iniciativa foi recebida com grande otimismo. A expectativa das lideranças agroindustriais é que o cronograma traga maior previsibilidade para a política nacional, consolidando o papel de destaque do Brasil na transição global rumo à neutralidade de carbono.

Segurança energética e sustentabilidade com a mistura de biodiesel

Em posicionamento oficial, a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) ressaltou que a elevação gradual da mistura de biodiesel no diesel comum deve expandir significativamente a segurança energética do país, reduzindo de maneira drástica a dependência de derivados de petróleo importados.

Além do fator macroeconômico, a entidade destaca os impactos socioambientais imediatos da medida. O avanço do biocombustível atua diretamente como um motor de agregação de valor para a cadeia agropecuária, impulsiona a geração de empregos no interior do país e promove a descarbonização acelerada da matriz de transportes de carga e passageiros, consolidando uma economia verde e de baixo carbono.

VEJA MAIS:

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
LEIA TAMBÉM