Frigoríficos querem importar gado do paraguaio para atender a demanda e conseguir formar escalas; produtores tentam barrar a entrada junto ao MAPA!
A escassez de gado pronto para abate continuará pressionando os processadores brasileiros de carne bovina por pelo menos um ano, disse o analista da Safras & Mercado Fernando Iglesias, em apresentação nesta quinta-feira.
A oferta apertada, causada pelo abate de vacas e a forte demanda por carne bovina em mercados como a China, levou empresas a paralisar temporariamente as operações e dispensar funcionários em Estados como Goiás, Rondônia, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, disse ele.
O preço da arroba bovina subiu para 315 reais esta semana, patamar recorde. Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 309,76/@, na quarta-feira (10/03), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 294,27/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 286,99/@.
“A oferta está muito apertada”, disse Iglesias. “Apenas processadores de carne com licenças para vender para a China podem pagar.” O mercado apertado atinge empresas como JBS,Marfrig e Minerva, que operam nos mercados interno e de exportação.
Nas últimas semanas, grupos comerciais que representam os frigoríficos começaram a fazer lobby junto ao Ministério da Agricultura para obter autorização para importar gado vivo do Paraguai como forma de continuar o abate em meio à oferta restrita.
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Iglesias disse que a disponibilidade de gado no Brasil pode melhorar no próximo ano.
Ele previu que o Brasil abaterá 31,585 milhões de cabeças degado em 2021, um aumento anual de 0,4%. Em comparação, o abate de gado caiu 9% no ano passado ante 2019, para 31,471 milhões de cabeças, segundo dados da Safras.
Compre Rural com informações da Reuters e Agrobrazil