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Pela primeira vez em seis anos confinamento de bovinos cai no Brasil

Queda no preço da arroba e retração das cotações internacionais afastaram pecuarista da intensificação em 2023, com isso o confinamento de bovinos cai no Brasil pela primeira vez em seis anos. Veja os dados da dsm-firmenich

O Censo de Confinamento da dsm-firmenich revela estabilidade, com 7,03 milhões de bois confinados em 2023. No ano passado, o número chegou a 7,05 milhões de cabeças. O aumento expressivo desde 2015 evidencia a crescente adoção da prática pelos pecuaristas, impulsionada pela conscientização sobre as tecnologias de alta performance, como as oferecidas pela empresa. Entretanto, a queda no preço da arroba e retração das cotações internacionais afastaram pecuarista da intensificação em 2023, com isso o confinamento de bovinos cai no Brasil.

O número de bovinos confinados no Brasil em 2023 está recuando pela primeira vez nos últimos seis anos. A queda é modesta, de 0,3%, mas reflete o cenário de queda dos preços da carne no mercado internacional e a retração da arroba no mercado doméstico, especialmente no primeiro semestre do ano.

Em evento online realizado na tarde dessa segunda-feira, 27, a dsm-firmenich, detentora da marca Tortuga de suplementos nutricionais para animais, destacou, na apresentação de resultados da terceira rodada do Censo de Confinamento, encerrada neste mês de novembro. De acordo com o gerente técnico Latam de Confinamento da dsm-firmenich, Hugo Cunha, esse número deve ficar “percentualmente” estável frente ao registrado em 2022.

Segundo Cunha, o primeiro censo de confinamento, realizado em abril já apontava para uma retração nos números. A segunda rodada, trazida ao mercado em julho, apontava uma expectativa um pouco mais otimista com a entrada da segunda safra e a redução no preço dos insumos e do custo alimentar. Já a terceira rodada apontou que, mesmo como a queda no custo do boi magro, o valor menor observado para a arroba do boi gordo acabou contribuindo para essa leve retração.

A empresa atribuiu a retração nos números do confinamento em 2023 a uma combinação de fatores, incluindo a queda no preço da arroba do boi gordo, o aumento do custo do boi magro e a incerteza climática.

Cunha sinaliza que um cenário de continuidade do movimento de queda no preço do boi magro e dos custos de nutrição podem contribuir para que a atividade de confinamento possa voltar a apresentar crescimento em 2024. “Há também uma sinalização positiva com relação aos preços da arroba para 2024, que já se mostram melhores no mercado futuro, bem como incertezas com relação ao clima. Em um ano ainda de El Niño, as pastagens vegetam menos e o pecuarista tem de investir mais na suplementação, o que é possível através do confinamento. Assim, a expectativa é de uma recuperação da atividade em 2024”, pontua.

confinamento

“O ano foi desafiador. Nos dois anos anteriores o crescimento do número de animais confinados foi maior do que a média, e uma estabilidade era esperada de alguma forma”, disse Sérgio Schuler, vice-presidente da ruminantes da dsm-firmenich.

Schuler disse, também, que houve desafios climáticos no Brasil neste ano, por conta do fenômeno El Niño, que trouxe tempestades, tornados, onda de calor e falta de chuva em algumas regiões e excesso de precipitações em outros, o que traz uma ameaça cada vez maior para a pecuária.

“Também houve desafios no mercado em torno da redução no preço da arroba bovina no mercado interno e dos preços de exportação da carne bovina, muito embora, como ponto positivo, tenha havido uma redução no preço do bezerro. Por conta disso, a dsm-firmenich seguirá trabalhando firme e buscando uma produção de forma sustentável”, conclui Schuler.

Desafios enfrentados pela pecuária

vice-presidente do negócio de Ruminantes da dsm-firmenich para a América Latina, Sergio Schuler, destacou que o ano de 2023 foi bastante desafiador para a atividade de pecuária.

Entre os principais desafios enfrentados, estão:

  • O registro de um caso atípico de vaca louca no final de fevereiro, que travou as exportações de carne bovina para a China;
  • O conflito entre Rússia e Ucrânia, que elevou os preços dos fosfatados usados na alimentação animal;
  • A guerra no Oriente Médio;
  • O fenômeno El Niño, que trouxe tempestades, tornados, onda de calor e falta de chuva em algumas regiões e excesso de precipitações em outros.
  • Schuler também apontou que houve desafios no mercado em torno da redução no preço da arroba bovina no mercado interno e dos preços de exportação da carne bovina. No entanto, o executivo destacou que houve uma redução no preço do bezerro.

O ano de 2023 destaca-se como um capítulo fundamental na trajetória da pecuária brasileira, onde desafios foram transformados em oportunidades por meio da resiliência e da adoção vigorosa de tecnologias inovadoras. Tanto na produção de carne quanto na pecuária de leite, os produtores enfrentaram adversidades climáticas, oscilações de mercado e aumento da produção nacional, respondendo com determinação e adaptabilidade.

A Compre Rural, plataforma dedicada a fornecer informações cruciais sobre o agronegócio, traz em primeira mão análises do relatório da dsm-firmenich, a fim de proporcionar conhecimento acessível e exclusivo aos produtores, pecuaristas e demais interessados em conteúdos do setor. Esta colaboração reforça a missão conjunta de promover a inovação, sustentabilidade e eficiência no agronegócio, estimulando a prosperidade contínua e a resiliência no agro.

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